Anonymous Hate: Um bom debut desta banda de Macapá

Resenha - Chaotic World - Anonymous Hate

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Por Vitor Franceschini, Fonte: Blog Arte Metal
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Nota: 7

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Finalmente o debut do Anonymous Hate, a mais promissora banda de Macapá/AP, chegou às nossas mãos. Sucessor da grande demo “Worldead” (2010) e antecessor do mais novo trabalho “Red Khmer” (2012 – que estará em breve em nossas páginas), “Chaotic World” foi gravado no Symphony Music, na cidade natal da banda, e mixado e masterizado no conceituado Da Tribo Studio, por Ciero, em São Paulo/SP.
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Para os que não se lembram, a banda pratica um Death/Grind fiel às raízes do estilo com letras de cunho político, religioso e social, ou melhor, que questionam, principalmente, estes temas e afins.

Indo para o conteúdo sonoro do álbum, podemos dizer que a proposta ouvida na demo continua intacta e pouca coisa se difere, como algumas composições com minúsculas doses de melodia como a ótima Indifferent. A faixa possui ótimos riffs e ritmo cadenciado (proporcional ao estilo), além de belos solos de guitarra.

Aliás, o som da banda também mostra certo flerte com o Thrash Metal tradicional, principalmente nos momentos mais cadenciados. Os riffs de guitarra são simples, mas muito bem elaborados e os solos muito bem executados, assim como as linhas de baixo. Os vocais de Victor Figueiredo não são os mais cavernosos do mundo, mas cai muito bem ao som da banda, assim como o auxilio dos backings do guitarrista Fabrício Goés. Mas, a bateria é o grande diferencial da banda, logicamente sem tirar o mérito dos outros músicos. A variação rítmica do instrumento entre o básico e a velocidade muda em um piscar de olhos drasticamente.

Dentre as 10 composições fico com Profanation que abre o disco e se mostra um belo cartão de visitas. Brasil Massacreland, que vem logo em seguida, possui um belo início e soa bem variada, com riffs e batera matadores. A já citada Indifferent também entra na lista, além de Worldead que conta com um show do baterista Alberto Martínez. Completam a banda Heliton Coelho (guitarra) e Romeu Tetrus (baixo).

A única ressalva vai para a produção que está longe de soar ruim, mas ainda soa ‘verde’. As guitarras poderiam estar mais pesadas, os vocais mais na cara, enfim, nada que não seja lapidado com o tempo. Um bom debut!

http://www.myspace.com/anonymoushateap

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Sobre Vitor Franceschini

Jornalista graduado tem como principal base escrever sobre Rock e Metal, sua grande paixão. Ex-editor do finado Goredeath Zine, atual comandante do blog Arte Metal, além de colaborador de diversos veículos do underground.

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