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Resenha - Utilitarian - Napalm Death

Receber este trabalho lançado pela Shinigami Records foi de grande satisfação, pois se trata de um álbum de uma das maiores bandas do Metal extremo mundial. Este é o décimo quarto disco de estúdio lançado pelo Napalm Death (o total de trabalhos entre demos, singles, Ep´s, DVD, entre outros chegam a 60!) em mais de 30 anos de carreira.

Nota: 8

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

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Mesmo como um dos principais – talvez o principal – pilares do Grindcore, a banda nunca deixou de ousar ou, no mínimo, mesclar influências do Death Metal e do Hardcore em seus trabalhos. “Utilitarian” figura dentre os trabalhos ‘ousados’ da banda, lembrando que o Napalm sempre adiciona ao seu som e nunca muda drasticamente.

Desde o início com a introdução densa e apocalíptica de Circumspect o álbum irá causar calafrios nos fãs mais radicais, mas logo se animam com Errors In The Signals, que vem logo em seguida mostrando a verdadeira face da banda. Mesmo assim, o freio é puxado em um refrão bem grudento e com excelentes backing vocals (como sempre) do guitarrista Mitch Harris.

Seguindo a linha mais tradicional da banda Protection Racket mostra o lado Death/Grind, com variação rítmica e peso ímpar. Think Tank Trails desperta a insanidade do grupo, com a velocidade que lhe é cabível e Nom De Guerre mantém o tom e a agressividade característica da banda.

Indo para o lado polêmico, aliás, inusitado podemos citar Everyday Pox, que conta com um saxofone (a cargo de John Zorn) muito insano, seguindo o Grindcore da banda. Particularmente curti muito a inclusão do instrumento, loucura total. Já The Wolf I Feed, com uma veia Punk no instrumental, deixará os fãs com a pulga atrás da orelha. A divisão de vocais entre Barney Greenway e Mitch ficou excelente, mas o refrão com vozes limpas (bem parecido com Fear Factory) pode causar vários xingamentos.

Outra que causará estranheza será Fall On The Swords, seu refrão chega a ser épico e seu ritmo é bem cadenciado para os padrões da banda. Às mentes abertas as faixas apenas soarão como surpreendentes, já que são ótimas composições e só acrescentam no som da banda (como foi dito no início da resenha).

“Utilitarian” ainda apresenta um Danny Herrera muito mais técnico na bateria, onde acompanhado da lenda Shane Embury, detonam em 90% das composições. “Utilitarian” é um disco que não oscila entre o bom e o ruim, mas sim entre o habitual e o inusitado. Tudo sem deixar de soar Napalm Death, o que é o que mais importa. E olha, essa versão vem num lindo digipack e é limitada, portanto corra atrás do seu!

http://www.napalmdeath.org/

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Sobre Vitor Franceschini

Jornalista graduado tem como principal base escrever sobre Rock e Metal, sua grande paixão. Ex-editor do finado Goredeath Zine, atual comandante do blog Arte Metal, além de colaborador de diversos veículos do underground.

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