Quando surge um novo supergrupo, a expectativa gerada entre os fãs e os críticos é grande: é mais uma banda onde cada integrante demonstra suas habilidades indiscriminadamente sem um propósito claro, ou um conjunto no qual a "química" realmente aconteceu? Definitivamente, o FLYING COLORS se enquadra na segunda categoria.
Nota: 9 








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Não cabe aqui fazer comparações com os projetos antigos ou paralelos dos membros da banda. O que é possível se afirmar com segurança é que cada músico está muito bem fazendo o que faz. MIKE não está distribuindo pancadas arrepiantes em sua bateria como fazia no DREAM THEATER, mas a suavização que trouxe às suas linhas caíram como uma luva no grupo. DAVE e STEVE trouxeram riffs bem interessantes no baixo e na guitarra, que transportam o ouvinte automaticamente para algumas décadas atrás, quando o rock estava no seu auge. NEAL completa a sonoridade com seus arranjos únicos, além dos vocais, feitos por ele e por CASEY, um músico praticamente desconhecido se comparado aos outros quatro, mas nem por isso menos capaz. Se ele precisava de um momento para alavancar sua carreira, este momento chegou, e ele soube aproveitá-lo.
É difícil descrever o que o quinteto produziu com "Flying Colors", mas basta dizer que é um trabalho impecável. Há espaço para músicas leves ("Blue Ocean", "Better Than Walking Away"), pesadas ("Shoulda, Coulda, Woulda", "All Falls Down") e melódicas ("Kayla", "Everything Changes"). Mas em nenhum momento o álbum parece perder a conexão que existe entre suas faixas, o que faz da sua sonoridade algo diverso, e, ao mesmo tempo, constante. Todos os elementos acabam convergindo em uma mistura na faixa épica "Infinite Fire", de 12 minutos, que fecha a obra.
"Flying Colors" é um ótimo começo para uma banda nova, o que se deve, é claro, à vasta experiência de cada um dos músicos envolvidos, apesar de isto não ser garantia para um bom álbum. Se as agendas dos músicos permitirem, o Flying Colors tem grandes chances de render uma banda "séria", que produza mais álbuns e turnês, em vez de empacar no primeiro ou segundo disco, como acontece com muitos supergrupos.
O Flying Colors ainda não tem vídeos promocionais nem registros de performances ao vivo, mas você pode conferir algumas cenas das gravações do álbum com algumas faixas ao fundo neste vídeo:
"Blue Ocean" - 7:05
"Shoulda Coulda Woulda" - 4:32
"Kayla" - 5:20
"The Storm" - 4:53
"Forever in a Daze" - 3:56
"Love is What I'm Waiting For" - 3:36
"Everything Changes" - 6:55
"Better Than Walking Away" - 4:57
"All Falls Down" - 3:22
"Fool in My Heart" - 3:48
"Infinite Fire" - 12:02
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Victor de Andrade Lopes é paulistano morador da Granja Viana (próximo à capital paulista), estudante de jornalismo e colaborador em diversos veículos. Tem um blog de resenhas musicais e outros assuntos chamado Sinfonia de Ideias. Apaixonado por livros, ciências, cinema, viagens, ufologia, e, é claro, música, que entra em seus ouvidos na forma de rock, metal, pop, dance, folk, erudito ou todos juntos. Além de ouvir, também toca e compõe músicas no piano ou no teclado.
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