Edguy: O álbum mais importante de sua carreira

Resenha - Edguy - Vain Glory Opera

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Por Leandro Peroni
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

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O Edguy é uma das mais bem sucedidas bandas do metal comtemporâneo e vem crescendo e adquirindo novos admiradores a cada ano, seja pela inquestionável ousadia desses alemães, ou por seu passado glorioso que ainda rende belas discussões sobre a mudança de estilos que ocorreu graduativamente ao longo desses quase 20 anos de carreira. Fato é que um dos principais responsáveis pelo sucesso estrondoso do Edguy foi um álbum lançado em 1998 sob o nome de ‘Vain Glory Opera’, segundo o “Big Boss” Tobias Sammet - “O primeiro grande álbum da banda”, que surgia esbanjando classe e categoria depois dos tímidos ‘Savage Poetry’ (1996) e ‘Kingdon of Madness’ (1997).
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01. Overture: Introdução orquestrada, épica e bombástica, mas diferente da maioria dos clichês do estilo por possuir letra, linha vocal trabalhada e um coro de arrepiar. Um dos maiores destaques do disco e uma grande evolução para a época.

02. Until We Rise Again: Uma das canções mais subestimadas da banda. Uma pequena introdução de teclado antecede a pancadaria dominada pelos riffs cortantes da dupla Jens Ludwig e Dirk Sauer, além da bateria precisa de Mark Linderthall. Os vocais de Tobias se mostram mais maduros em relação aos discos anteriores e seus vibratos nos fazem lembrar do que Michael Kiske faz atualmente com uma precisão sirurgica (não preciso nem dizer que Tobi é bem inferior nesse quesito). O refrão parece saído de uma ópera da idade média de tão lindo, e novamente os coros feitos por Ralf Zdiarstek, Andy Allendorfer e Norman Meiritz fizeram toda a diferença. O solo de guitarra também é um show aparte, muito bem construído (porém hoje soaria clichê) e tocado com perfeição. A letra futurista datada de 2080 retrata um mundo onde “homens que sangram óleo são heróis para as crianças de hoje”. Citei a letra para compara como a banda era extremamente competente nesse quesito (não que algumas composições de hoje não sejam) em relação a algumas letras um tanto quanto “infantis” que o grupo tomou como marca registrada.

03. How Many Miles: Uma introdução sintetizada logo da lugar a uma linha de teclado similar ao que muitos fãs dizem ser a melhor canção do projeto Avantaisa (Sign of the Cross) que logo sai de cena para dar lugar a uma das melhores performances da carreira de Tobi, que canta nessa faixa com uma emoção dificil de encontrar nos dias de hoje. Aliás nesse disco tudo parece teatral além da conta, sendo uma verdadeira ópera. A sensacional parada depois do refrão é mais um exemplo da qualidade que Tobi aplicava em seus vocais na época, já que seus falsetes estão extremamente perfeitos e potentes.

04. Scarlet Rose: Começa como uma baladinha daquelas bem piegas voz e violão, Hard anos 80 total, mas não se engane apenas pelos primeiros minutos. Quando se chaga ao segundo refrão o que antes era uma “baladinha piegas” se transforma em uma puta “Power Ballad” que deixaria monstrons como Jon Bon Jovi e David Coverdale babando de orgulho. Nota-se também muita influência da música Bringing on a Heartbreak do Def Leppard, uma das bandas preferidas de Tobi segundo o própio.

05. Out Of Control: Aqui a coisa começa a mudar drásticamente. O que antes era um bom disco acaba por se tornar sensacional quando as guitarras “melancólicas” começam “chorar” insandesidamente antes do riff principal entrar. Tobi começa a cantar outra de suas interpretações teatrais, mas é no refrão que tudo muda da água pro vinho. Começa como mais um dos muitos que Tobi cria com facilidade, mas o rumo da carreira da banda foi mudado por apenas uma frase (das mais belas por sinal) sendo esta “My life is a chamber of tears, fear and hate” cantada por ninguém menos que o maior vocalista de power metal de todos os tempos depois de Michael Kiske segundo todo mundo: Hansi Kürsch (blind Guardian). Esse arregaço de música ainda mostra um desrespeitoso duelo de guitarra em que Timo Tolkki (Ex- Stratovarius e produtor do disco) engole Jens Ludwig como se estivesse saboreando uma deliciosa cerveja alemã. Hansi ainda nos brinda com mais alguns versos com sua voz até descambar no refrão final. Me perdoem se pareço desrespeitoso com a comparação, mas a importância de ‘Out of Control’ está para o Edguy assim como ‘Hallowed Be Thy Name’ está para o Maiden.

06. Vain Glory Opera: A linha de teclado quase plagiada do mega hit ‘The Final Countdown’ (Europe) entra imponente na faix título, que ainda tem um refrão daqueles que até hoje levantam multidões mundo afora, aliás, que refrão fuderoso em Mr. Sammet. Até o solo se parece com o da música do Europe, mas o Edguy soube deixar sua marca na composição. Um dos grandes destaques também.

07 . Fairytale: Speed/Power daqueles que todo mundo reclama de sempre parecerem iguais, porém esse reserva uma das melhores performances de Tobi. O refrão é daqueles bem melódicos, típicos do estilo (assim como o título da música), mas tem uma grande qualidade.

08. Walk On Fighting: Uma das primeiras composições em que o Edguy flerta com o Hard Rock (assim como a faixa título). As linhas de guitarra aliadas as de violão dão um toque todo especial na canção até chegar no refrão que, como de costume, é ótimo e muito bem escrito. O solo também é ótimo e chaga a ser intrigante o fato de nenhum do Edguys ser virtuoso, mas sempre se sair tremendamente bem nos queistos que “necessitam” de músicos desse tipo.

09. Tomorrow: Balada sinfônica com um estilo bem parecido com o da ‘Trans-Siberian Orchestra’. Eu juro que se essa música fosse cantada por Zak Stevens eu juraria que era do TSO. Fato é que a música é boa, muito bem composta, passa emoção e tal, mas não é tão expressiva quanto Scarlet Rose, talvez a falta das guitarras me deixe com essa impressão, mas ainda sim é uma belíssima música que acaba servindo como uma calmaria antes da tempestade.

10. No More Foolin': Com certeza uma das músicas mais pesadas da carreira do Edguy. Os riffs endiabrados lembram uma banda Thrash Metal, enquanto os vocais rasgados de Tobias lembram muito Bruce Dickinson, O refrão é outro daqueles de encher o peito e gritar para o mundo. As guitarras gêmeas em vários pontos da música entregam que essa composição foi feita com base nos primeiros discos do Iron Maiden. Um das mais empolgantes do álbum e que serviu também como base para a futura (e também pesadíssima) ‘Nailed to the Wheel’.

11 . Hymn (Ultravox Cover): Não chega a ser muito diferente da versão original ( a não ser pelo peso das guitarras e a bateria acelerada). A música é boa e tal, mas destoa um pouco quando se bota em contraste com a genialidade do resto do álbum.

12. But Here I Am (Bônus): Hard divertidíssimo que cairia muito bem em um disco como ‘Rocket Ride’ ou nos singles ‘La Marche Des Gendarmes’. A linha de baixo é ótima, assim como os refrões. Logo percebemos que a música é muito influênciada pelo Rock N’ Roll dos anos 60 estilo “Jovem Guarda” (Claro que com peso Heavy Metal). A bateria de Frank também nos brinda com uma atuação, no mínimo, perfeita. O disco parece terminar de um jeito bem Helloween de ser, rápido como um cavalo de corrida e melódico ao extremo, mas os últimos segundos nos reservam um pouco da batida folclórica de ritmos escandinavos e um vocal ilário de Tobias.

Um álbum muito bem produzido por Timo Tolkki e que ajudou a projetar o nome do Edguy para o mundo inteiro. Acho que posso dizer sem temor algum que esse é o álbum mais importante da carreira desses ainda garotos que estavam prestes a se tornar um dos grupos de maior sucesso não só do seu país, mas do Metal mundial contemporâneo.

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