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Resenha - Rubicon - Tristania

Por Carlos Cesare |

O TRISTANIA é um dos principais nomes do então classificado “Gothic Metal” e também é um desses grupos com mais modificações de sonoridade. Os dois primeiros álbuns mostravam um som mais denso, com diversas intervenções sinfônicas e algumas pitadinhas de Doom Metal. World of Glass veio em seguida, mostrando um som mais límpido e versátil, com uma grande gama de corais. Ashes mostrou um Tristania abandonando os elementos líricos, investindo num som mais progressivo e sombrio. Illumination moldou o que havia sido mostrado em Ashes, com uma conotação bem mais pop. Eu particularmente amo World of Glass e Ashes, e considero Illumination razoável.

Nota: 4

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

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Pois após mais uma troca de formação (que acabou tendo grande peso, pois quem jogou a toalha foi a excepcional vocalista Vibeke Stene e o baterista de longa data Kenneth Olsson), a banda mais uma vez muda seu som em seu último trabalho, Rubicon. A diferença não é tão grande em relação ao Illumination, mas o que se escuta aqui não empolga. Infelizmente a banda está abandonando sua originalidade a cada novo trabalho e Rubicon pouco difere do que bandas como LACUNA COIL E BESEECH já fizeram exaustivamente.

Em uma primeira audição, a faixa que mais se destaca é Illumination. E nas seguintes também. Isso porque esta música é a que investe em algo totalmente diferente em relação ao resto do disco: e curiosamente é a única composta pelo tecladista Einar Moen. De resto temos Vultures, Exile e Protection, que contam com boas passagens e um instrumental coeso. E só. De Year of the Rat à Magical Fix, os mesmos elementos são utilizados, sem maior inspiração. O maior problema é a insistência em passagens repletas de vozes, em grande parte os duetos entre Mary e Kjetil, que acabam tornando tudo muito maçante e forçado. Não há dúvidas que os dois são bons vocalistas, mas o mesmo recurso utilizado em praticamente todas as músicas prejudica demais a audição.

Rubicon é o trabalho mais fraco do grupo, principalmente por ser uma repetição do que por milhares de vezes já foi explorado dentro do gênero. É uma pena uma banda que tem um grande valor na cena estar definhando desta forma.

Formação:
Mariangela Demurtas - Vocal
Kjetil Nordhus - Vocal
Einar Moen - Teclado
Anders Hoyvik Hidle - Guitarra
Ole Vistnes - Baixo
Tarald Lie - Bateria
Gyri Smørdal Losnegaard - Guitarra

Tracklist:
01. Year of the Rat
02. Protection
03. Patriot Games
04. The Passing
05. Exile
06. Sirens
07. Vulture
08. Amnesia
09. Magical Fix
10. Illumination

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