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Claustrofobia: Mais um belo registro em sua história

Resenha - Peste - Claustrofobia

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Por Vitor Franceschini
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

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Desde os primórdios, mais precisamente nos idos de 1995, quando lançaram a demo “Saint War”, os ‘malucos’ do Claustrofobia incluem músicas cantadas em português em todos seus trabalhos. “Peste”, o quinto trabalho oficial dos caras, traz simplesmente todas as composições cantadas na língua pátria.
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Como era de se esperar, a banda tirou de letra isso e ainda incluiu influências da música brasileira no trabalho, dando uma cara ainda mais própria às composições. São 10 faixas, muito bem compostas, executadas de forma muito coesa e com peso descomunal, onde algumas se destacam em diferentes características.

Metal Malóka (nome já conhecido, pois a banda se auto rotula dessa forma) é um Thrashão brutal com belo riff e uma variação rítmica muito interessante. O final com o falecido apresentador Alborghetti cantando Aquarela do Brasil, espancando sua mesa com seu famoso porrete é impagável e confortante.

A união Metal e cultura brasileira vem na instrumental Nota 6,66,onde, a banda faz um som de bateria de escola de samba misturado com Metal (com a participação do Batuque de Corda). Antes que torçam o nariz, ficou muito interessante e melhor que muita viagem celta ou viking que tantos ‘babam ovo’ por aí.

Pino Da Granada já se inicia com um riff assustador e uma cozinha brutal. Sua cadência é um convite ao pogo. Alegoria Do Sangue também possui uma levada bacana e sua letra é muito inteligente, bem o retrato do país. Aliás, a maioria das letras do álbum demonstra bem a visão dos caras perante o Brasil.

Bicho Humano é uma das mais brutais do disco, possui uma cozinha veloz e um pé no Death Metal. Vida De Mentira emana raiva em sua letra e possui um ‘groove’ legal, além de um trabalho mais variado de guitarras.

O álbum foi produzido pelo renomado Ciero, no Da Tribo estúdios, o que só contribuiu com a sonoridade bem lapidada do trabalho. A arte da capa também ficou legal e a cargo de Alex Spike. Com “Peste”, o Claustrofobia mantém sua chama acesa e deixa mais um belo registro em sua história.

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Sobre Vitor Franceschini

Jornalista graduado tem como principal base escrever sobre Rock e Metal, sua grande paixão. Ex-editor do finado Goredeath Zine, atual comandante do blog Arte Metal, além de colaborador de diversos veículos do underground.

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