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Resenha - Unbreakable - Primal Fear

Se fôssemos escrever uma tese sobre a necessidade da inovação na música, em especial no Heavy Metal, ou se fôssemos escrever uma tese sobre a necessidade da inovação na música, em especial no Heavy Metal, o PRIMAL FEAR seria um bom estudo de caso. A banda é daquelas que não faz questão de inovar, mas por uma razão até óbvia: não precisa. “Unbreakable”, o mais recente álbum lançado, é uma prova disso. Desde que o grupo lançou “PRIMAL FEAR”, em 1998, a configuração de todos os discos é a mesma, desde a concepção das músicas, passando pelo jeito de tocar e chegando às capas dos discos. Sempre igual, sempre bom!

Nota: 9

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

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“Unbreakable” traz 12 faixas de puro Heavy Metal, que é a essência do PRIMAL FEAR. O álbum traz, como é de praxe, um som direto, que chega aos ouvidos como um cruzado de direita e torna impossível o fã não sacudir a cabeça ao passar das músicas, tudo garantido através de uma produção de qualidade feita pelo próprio baixista da banda, Mat Sinner. Comprove isso com “Metal Nation”, “Marching Again” e “Bad Guys Wear Black”, entre outras, todas elas puxadas pela turbina vocálica de Ralf Scheepers, em plena forma, e pelos ótimos riffs da dupla Magnus Karlsson e Alex Beyrodt.

Apesar de seguir a mesma fórmula, “Unbreakable” é melhor que seus dois antecessores, “16.6 (Before the Devil Knows You’re Dead” e “New Religion”, onde o PRIMAL FEAR baixou um pouco a guarda. O recente disco remete mais à qualidade dos trabalhos antigos da banda, como “Black Sun”, “Nuclear Fire” e “Devil’s Ground”, com mais “punch” e refrões pegajosos (especialidade da casa).

Em suma, o PRIMAL FEAR consegue mudar não mudando, atuando em uma área em que vai ao encontro do desejo geral dos ouvintes do Metal, descartando a necessidade de novidades. E é difícil não sair algo bom com o line-up que se tem, que ainda conta com um dos melhores bateristas da atualidade, Randy Black. Quem espera por músicas rápidas, melódicas, de riffs que chegam como um trovão no peito, com batidas que sacodem o cérebro e vocais que cruzam horizontes, ou seja, quem espera por Heavy Metal de boa qualidade, “Unbreakable” é uma ótima pedida!

Line-up:
Ralf Scheepers (vocais)
Magnus Karlsson (guitarra)
Alexander Beyrodt (guitarra)
Mat Sinner (baixo e vocais)
Randy Black (bateria)

“Unbreakable - Frontier Records
01 - Unbreakable (part 1)
02 - Strike
03 - Give em Hell
04 - Bad Guy Wear Black
05 - And There Was Silence
06 - Metal Nation
07 - Where Angels Die
08 - Unbreakable (part 2)
09 - Marching Again
10 - Born Again
11 - Blaze of Glory
12 - Conviction

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Sobre Ronan Dannenberg

Jornalista, gaúcho e gremista. Adora Rock'n'Roll, principalmente a esfera Heavy Metal. Realiza pesquisas dentro do assunto, principalmente dentro da identidade da música na comunicação. Analisa música como música, deixando de lado o gosto na hora da crítica, pois não se avalia algo pelo que se admira, e, sim, pela qualidade. É fã de Iron Maiden, Megadeth, Metallica (antigo), Angra, Helloween e Gamma Ray. Contudo, admira grupos dos mais variados e infinitos subgêneros do nosso amado Heavy Metal.

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