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Resenha - Thrash Anthems - Destruction

É, e lá se vão quase 30 anos em que surgiu na face da Terra o Thrash Metal, o estilo mais rápido, técnico e bruto que o Metal Tradicional... Ninguém sabe ao certo o como (e quando) ele surgiu e quem o criou (embora o mais provável dos pais seja o MOTORHEAD), já que foram enxurradas de bandas tanto nos EUA (METALLICA, SLAYER, entre outros), bem como na Europa, mais especialmente na Alemanha (SODOM, KREATOR, ASSASSIN, etc) quase que ao mesmo tempo, com propostas diferentes: enquanto a escola americana é bem influenciada pela NWOBHM e bandas dos anos 70, sendo então mais melodiosa e afeita à técnica refinada (o SLAYER é exceção, por favor...), a européia, que tem as mesmas influências, é mais bruta e agressiva, embora igualmente técnica.

Nota: 10

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

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Mas uma pergunta lá nos 80 era ouvida muitas vezes: o estilo teria fôlego para agüentar mais de dez anos? Esta pergunta surgiu porque o Death e o Black Metal, estilos bem proeminentes e fortes, estavam caindo no ostracismo quando a década estava passando de sua metade, e quantas não foram as bandas que mudaram de time, sob um número enorme de pretextos (alguns com sentido, outros meio estranhos, para não dizer esdrúxulos), tanto na Europa quanto nos EUA, e mesmo no Brasil (SEPULTURA é o mais conhecido deles, mas podem pôr no barco o HOLOCAUSTO de MINAS, o NECROMANCIA de SP, e por aí vai...).

E tal como as piores previsões, o estilo deu uma caída no início dos anos 90, provando que a queda do Hard californiano diante do Grunge e Alternativo teve um efeito bombásticos no Metal como um todo (depois disso, poucos são os que tem coragem de gritar ‘Death to False Metal’ hoje em dia...). Nos anos 90, poucas bandas conseguiram se manter vivas com dignidade (como o PANTERA), enquanto outras perderam o fôlego e viraram às costas não só ao Thrash, mas ao Metal em si (o METALLICA que o diga), e outras resolveram dar um tempo.

É, a coisa não foi moleza... Mas como nenhum estilo do Metal fica muito tempo, o Thrash retorna à carga na virada do século e se mantém forte graças ao retorno de muitos de seus monstros sagrados às raízes ou à ativa. E entre eles está o trio alemão DESTRUCTION, que justamente mostra o vigor e força do Thrash Metal neste lançamento de 2007, ‘Thrash Anthems’.

Tirando as inéditas ‘Profanity’ e ‘Deposition (Your Heads Will Roll)’, o disco é composto de regravações de grandes clássicos da banda dos anos 80 e início dos 90, o que já invalida qualquer argumento para se chamar o disco de ‘compilação’, pois não se encaixa no conceito de ‘best of’, ‘coletânea’, ‘remakes’, e muito menos cheira à caça-níqueis, pois a banda trabalhou bastante para este disco chegar até os fãs. E o melhor de tudo: as novas versões são tão boas ou melhores que as originais, pois sejamos bem francos e justos: Tommy, baterista original, e Ollie (que o substituiu em 1986) não têm a mesma técnica e pegada de Marc nas baquetas.

Não dá para comentar clássicos do gênero como ‘Bestial Invasion’, ‘Mad Butcher’, ‘Total Desaster’, ‘Curse the Gods’, ‘Tormentor’ ou ‘Life Without Sense’, pois seria algo como uma heresia, pois estas faixas marcaram toda uma geração (como marcam as mais atuais), pois a roupagem nova lhes caiu muito bem e abrilhantou cada uma delas, especialmente as dos três primeiros discos, pois como citado acima, o batera original não era lá grandes coisas, e sem descaracterizá-las.

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E tratando das novas, ‘Profanation’ é uma faixa que transborda garra e energia, especialmente pelos vocais diferenciados de Schmier, em um autêntico massacre Thrash. Já ‘Deposition (Your Heads Will Roll)’ começa lenta mas cheia de ritmos quebrados, para logo virar aquele Thrashão mais cadenciado, para se bater cabeça igual a um louco e cair no slam-dancing (detalhe: não façam isso em casa. Podem quebrar algo), mostrando que Mike é, sem sombra de dúvidas, um dos guitarristas mais completos do Thrash Metal, pois associa bases chapantes com solos inspirados, e muita técnica.

Mais um grande disco de uma grande banda, e que espero que durem muitos anos ainda, para mostrar que quem é rei, nunca perde sua majestade e poder. Um ótimo aperitivo para o show deles no Metal Open Air, em abril de 2012!!!

Tracklist:

01. Bestial Invasion
02. Profanity
03. Release from Agony
04. Mad Butcher
05. Reject Emotions
06. Death Trap
07. Cracked Brain
08. Life Without Sense
09. Total Desaster
10. Deposition (Your Heads Will Roll)
11. Invincible Force
12. Sign of Fear
13. Tormentor
14. Unconscious Ruins
15. Curse the Gods

Formação:

Schmier – Baixo, vocais
Mike – Guitarras
Marc – Bateria e backing vocals

Contatos:

http://www.destruction.de
http://www.myspace.com/destruction
http://www.facebook.com/destruction

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Sobre Marcos Garcia

Marcos Garcia é Mestrando em Geofísica na área de Clima Espacial, Bacharel e Licenciado em Física, professor, escritor e apreciador de todas as subdivisões de Metal, tendo sempre carinho pelas bandas mais jovens e desconhecidas do público, e acredita no Underground como forma de cultura e educação alternativas. Ainda possui seu próprio blog, o Metal Samsara, e encara a vida pela máxima de Buda "esqueça o passado, não pense no futuro, concentre-se apenas no presente".

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