É, e lá se vão quase 30 anos em que surgiu na face da Terra o Thrash Metal, o estilo mais rápido, técnico e bruto que o Metal Tradicional... Ninguém sabe ao certo o como (e quando) ele surgiu e quem o criou (embora o mais provável dos pais seja o MOTORHEAD), já que foram enxurradas de bandas tanto nos EUA (METALLICA, SLAYER, entre outros), bem como na Europa, mais especialmente na Alemanha (SODOM, KREATOR, ASSASSIN, etc) quase que ao mesmo tempo, com propostas diferentes: enquanto a escola americana é bem influenciada pela NWOBHM e bandas dos anos 70, sendo então mais melodiosa e afeita à técnica refinada (o SLAYER é exceção, por favor...), a européia, que tem as mesmas influências, é mais bruta e agressiva, embora igualmente técnica.
Nota: 10 









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E tal como as piores previsões, o estilo deu uma caída no início dos anos 90, provando que a queda do Hard californiano diante do Grunge e Alternativo teve um efeito bombásticos no Metal como um todo (depois disso, poucos são os que tem coragem de gritar ‘Death to False Metal’ hoje em dia...). Nos anos 90, poucas bandas conseguiram se manter vivas com dignidade (como o PANTERA), enquanto outras perderam o fôlego e viraram às costas não só ao Thrash, mas ao Metal em si (o METALLICA que o diga), e outras resolveram dar um tempo.
É, a coisa não foi moleza... Mas como nenhum estilo do Metal fica muito tempo, o Thrash retorna à carga na virada do século e se mantém forte graças ao retorno de muitos de seus monstros sagrados às raízes ou à ativa. E entre eles está o trio alemão DESTRUCTION, que justamente mostra o vigor e força do Thrash Metal neste lançamento de 2007, ‘Thrash Anthems’.
Tirando as inéditas ‘Profanity’ e ‘Deposition (Your Heads Will Roll)’, o disco é composto de regravações de grandes clássicos da banda dos anos 80 e início dos 90, o que já invalida qualquer argumento para se chamar o disco de ‘compilação’, pois não se encaixa no conceito de ‘best of’, ‘coletânea’, ‘remakes’, e muito menos cheira à caça-níqueis, pois a banda trabalhou bastante para este disco chegar até os fãs. E o melhor de tudo: as novas versões são tão boas ou melhores que as originais, pois sejamos bem francos e justos: Tommy, baterista original, e Ollie (que o substituiu em 1986) não têm a mesma técnica e pegada de Marc nas baquetas.
Não dá para comentar clássicos do gênero como ‘Bestial Invasion’, ‘Mad Butcher’, ‘Total Desaster’, ‘Curse the Gods’, ‘Tormentor’ ou ‘Life Without Sense’, pois seria algo como uma heresia, pois estas faixas marcaram toda uma geração (como marcam as mais atuais), pois a roupagem nova lhes caiu muito bem e abrilhantou cada uma delas, especialmente as dos três primeiros discos, pois como citado acima, o batera original não era lá grandes coisas, e sem descaracterizá-las.

Mais um grande disco de uma grande banda, e que espero que durem muitos anos ainda, para mostrar que quem é rei, nunca perde sua majestade e poder. Um ótimo aperitivo para o show deles no Metal Open Air, em abril de 2012!!!
Tracklist:
01. Bestial Invasion
02. Profanity
03. Release from Agony
04. Mad Butcher
05. Reject Emotions
06. Death Trap
07. Cracked Brain
08. Life Without Sense
09. Total Desaster
10. Deposition (Your Heads Will Roll)
11. Invincible Force
12. Sign of Fear
13. Tormentor
14. Unconscious Ruins
15. Curse the Gods
Formação:
Schmier – Baixo, vocais
Mike – Guitarras
Marc – Bateria e backing vocals
Contatos:
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Marcos Garcia é Mestrando em Geofísica na área de Clima Espacial, Bacharel e Licenciado em Física, professor, escritor e apreciador de todas as subdivisões de Metal, tendo sempre carinho pelas bandas mais jovens e desconhecidas do público, e acredita no Underground como forma de cultura e educação alternativas. Ainda possui seu próprio blog, o Metal Samsara, e encara a vida pela máxima de Buda "esqueça o passado, não pense no futuro, concentre-se apenas no presente".
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