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Resenha - Magic Never Dies - Power Quest

Por Diego Cesar Bortolatto Simi |

Originária de Southamptom, a banda inglesa Power Quest consegue ser a banda mais melódica do Metal Melódico. O ex-tecladista do Dragonforce Steve Williams formou o grupo em 2001, e diferente de sua ex-banda, consegue se desvincular dos exageros e as boas músicas aparecem.

Nota: 8

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

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Pela Massacre Rock Records em 2005 chegam às lojas do mundo o terceiro disco chamado “Magic Never Dies”. Nessa época, a onda do Metal Melódico estava em seu auge, invadindo os quatro cantos do mundo e com isso, muitas bandas estavam na ativa lutando pelo mesmo espaço que o Power Quest lutara.

E o que o quinteto inglês tinha de diferenciado? Estruturalmente nada, pois a banda seguia os tão falados clichês do gênero: vocais altos, riffs rápidos, bumbo duplo cheio de velocidade e muitos solos de teclado e guitarra. O que fazia a diferença no som do Power Quest é a maneira com que os elementos dessa estrutura eram aplicados.

Como já foi dito antes, se o Dragonforce é a banda mais rápida do Metal Melódico (obviamente, por motivos alheios à música), o Power Quest certamente é a mais melódica, a diferença é que na maioria das vezes a banda consegue se desvencilhar dos exageros absurdos de seus compatriotas.

O disco se inicia com a introdução sinfônica “Ascencion”, que abre alas para a chegada de “Find My Heaven”, a melhor música de toda a carreira da banda. Rápida, melódica, com muita força e pegada com um refrão cheio de energia. Perfeita abertura.

Logo no começo do disco já se percebe a forte e constante presença dos teclados de Steve Williams, que muitas vezes chegam a ter mais destaque que a guitarra de Andrea Martongelli, o que muda totalmente o clima do som da banda. No Power Quest, quem faz a base é a guitarra e o baixo, praticamente todas as melodias e riffs vem do teclado.

Com essa fórmula, a banda consegue soltar músicas poderosas como “Strike Force” e “Galaxies Unknown”, e por outro lado, acaba saindo músicas sem pegada, sem agressividade, como “Children of the Dream”, em que o teclado se sobressai demais.

Uma constante nesse disco é a atuação do vocalista Alessio Garavello, que pode até não ter uma voz tão potente e intensa, mas compensa com um timbre que se encaixa totalmente no som do grupo e muita garra na hora de cantar, principalmente na hora dos agudos, onde se sai muito bem sem ter os mesmos recursos vocais de caras como Timo Kotipelto e Michael Kiske.

No fim das contas, “Magic Never Dies” agrada bastante com seus solos de teclado e guitarra duelando, a bateria correndo o tempo todo e os ótimos refrãos cantados por Garavello. Steve foi responsável ao mesmo tempo pelo maior ponto positivo e negativo desse disco: os teclados. Quando o Power Quest consegue acertar a pegada dos teclados na medida, as boas músicas são garantidas

Track List:
01 - "Ascension" 2:04
02 - "Find My Heaven" 4:12
03 - "Galaxies Unknown" 5:02
04 - "Hold on to Love" 5:01
05 - "Diamond Sky" 3:57
06 - "The Message" 6:14
07 - "Soulfire" 5:04
08 - "Children of the Dream" 6:08
09 - "Strike Force" 6:22
10 - "Another World" 7:43
11 - "Magic Never Dies" 6:13

Line up:
Alessio Garavello – vocais
Andre Mortangelli – guitarra
Steve Scott – baixo
Steve Williams – teclados
Francesco Tresca – bateria

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