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Resenha - Ride the Lightning - Metallica

1984 é um ano forte para o Metal mundial, pois muitos clássicos saíram nele, e continuando a série, temos agora o segundo LP do METALLICA, que ajudou a consolidar ainda mais o nome da banda, tanto que o disco saiu originalmente em 25 de Julho pela Megaforce Records, mas a banda foi contratada pela Elektra, e o LP teve nova versão por este. A diferença está na fonte usada nas letras do encarte, e a versão original da Megaforce, assim como as 400 cópias a versão verde do selo francês Bernett Records (que ocorreu devido a um erro) hoje em dia é disputado em lutas de MMA nas lojas da vida, com preços que exigem a venda de braços e olhos.

Nota: 10

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

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Gravado nos Sweet Silence Studios na Dinamarca (terra natal de Lars) entre 20 de fevereiro e 14 de março (ou seja, meros 20 dias), tendo produção de Flemming Rasmussen (que também foi o engenheiro de som, e mais tarde trabalharia com o MORBID ANGEL no ‘Covenant’), Mark Whitaker e a própria banda, mais a remasterização de George Marino, o LP é um passo à frente do ‘Kill ‘Em All’, pois a produção ressaltou cada um dos aspectos sonoros da banda, que neste disco, estava um pouco menos veloz que antes, mas mais melodiosa e próxima de suas influências musicais no Heavy Metal inglês da NWOBHM e um pouco (só um pouco, por favor!!!) longe das influências Punk de antes.

A produção visual é um pouco melhor que antes, já que o design da capa é bem feito, com fotos coloridas de cada membro da banda na contracapa, encarte preto com letras em amarelo, e mais fotos no verso dele, trabalhadas em tons de preto, branco e cinza.

Como citado acima, a musicalidade da banda evoluiu muito em relação ao primeiro LP, já que estão mais compactos como banda, e as composições agora não são tão rápidas e cheias e energia, mas bem mais pesadas, melodiosas e longas, pois os rapazes pareciam estar em busca de um ponto de equilíbrio entre o que haviam feito antes e o que queriam de sua música para o futuro.

Oito músicas compõe o disco original, já que versões posteriores em CD trazem o EP ‘Creeping Death’ como bônus, ou seja, os covers para ‘Am I Evil?’ do DIAMOND HEAD (uma das maiores influências assumidas da banda) e ‘Blitzkrieg’, da banda BLITZKRIEG.

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‘Fight Fire With Fire’ abre o play em uma música mais rápida e cheia de energia, mas diferente de antes, o peso fica mais evidente, vindo depois a faixa-título, ‘Ride the Lightning’, que mostra a banda mais lenta e intensa, sem perder a agressividade, cheia de variações de andamento. ‘For Whom the Bell Tolls’ é uma faixa que lembra um mix do que foi feito no LP anterior com melodias à lá anos 70, em uma faixa maravilhosa, e depois vem uma surpresa: a semi-balada ‘Fade to Black’, que começa de forma muito bonita, mas em certos momentos ganha peso e força, especialmente do meio para frente. ‘Trapped Under Ice’ lembra bastante algumas coisas do ‘Kill ‘Em All’, embora menos seco. ‘Escape’ é uma faixa bem NWOBHM, inclusive nos andamentos, ao passo que ‘Creeping Death’ se tornaria um hino da banda, intensa e agressiva, e com aquele trecho que é repetido por todo fã da banda em um show: ‘Die by my hand, I creep across the land, killing firstborn men’. Mas há um fato que poucos conhecem: de acordo com os membros do EXODUS, antiga banda de Kirk, este levou riffs da banda para o METALLICA, o que teria atrasado o lançamento do primeiro disco do EXODUS, pois este teve que refazer todo o seu material, e um dos riffs citados está justamente em ‘Creeping Death’ (que pertencia à música ‘Die By His Hand’). Fechando, a gigantesca instrumental ‘The Call of Ktulu’, cujo título é uma referência ao conto de H. P. Lovecraft, um famoso autor de horror, e a música é intensa e muito variada.

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A banda agora já ganhava dimensões cada vez maiores, inclusive tocando em grandes festivais, atingindo um número maior de fãs (e perdendo muitos antigos, sob a acusação de mudanças por conta de ‘Fade to Black’. Pelo visto, as tretas entre a banda e seu público vão longe), em tours pelos EUA e Europa, inclusive com participação nos festivais Day on the Green em Oklahoma (em frente a 60000 pessoas) e Monsters of Rock, no Castle Donington (para 70000 pessoas), ambos em 1985.

Um disco clássico dos anos 80, mas o METALLICA ainda tinha bem mais para mostrar...

Tracklist:
01. Fight Fire With Fire
02. Ride the Lightning
03. For Whom the Bell Tolls
04. Fade to Black
05. Trapped Under Ice
06. Escape
07. Creeping Death
08. The Call of Ktulu

Formação:
James Hetfield – Vocais, guitarra base
Kirk Hammet – Guitarra solo
Cliff Burton – Baixo
Lars Ülrich – Bateria

Contatos:
http://www.metallica.com

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Sobre Marcos Garcia

Marcos Garcia é Mestrando em Geofísica na área de Clima Espacial, Bacharel e Licenciado em Física, professor, escritor e apreciador de todas as subdivisões de Metal, tendo sempre carinho pelas bandas mais jovens e desconhecidas do público, e acredita no Underground como forma de cultura e educação alternativas. Ainda possui seu próprio blog, o Metal Samsara, e encara a vida pela máxima de Buda "esqueça o passado, não pense no futuro, concentre-se apenas no presente".

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