Realmente o SAXON, uma das lendas do NWOBHM, é uma banda das mais trabalhadoras do heavy metal, e chega em 2011 a seu 19º (!!!) álbum de estúdio, mantendo-se fiel ao estilo musical que a consagrou, e mostrando que, mesmo sem a pegada de outrora, a banda ainda tem muita lenha para queimar!
Nota: 8 







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Como se pode perceber ao longo da excelente discografia do conjunto, alguns de seus álbuns tem a prevalência de um ou outro dos estilos citados, sendo alguns mais hard rock (como, por exemplo, o excelente “Solid Ball of Rock”) e outros mais heavy metal (como, por exemplo, “Crusader” e “Lionheart”), mas nunca abandonando totalmente o outro. Neste “Call to Arms”, podemos perceber claramente uma maior incidência do hard rock nas composições, mas lógico, sem deixar o lado mais pesado da banda.
Desta vez, Biff e seus comparsas resolveram não dar espaço para inovações, como haviam feito em seu disco anterior, “Into the Labyrinth”, com algumas canções mais épicas e diversificadas: em “Call to Arms” a banda apresenta canções mais diretas, de fácil assimilação e sem grandes firulas. Ou seja, é o SAXON em sua essência.
Faixas como a excelente abertura “Hammer of the Gods” (dona de um refrão matador, e com Biff em sua melhor forma, atingindo notas altíssimas), “Back in 79” (como uma levada fortemente influenciada por Blues), “Chasing the Bullet” (com um baixo totalmente martelado) e “Ballad of the Working Man” (com forte influência de “Rainbow) demonstram essa tendência hard rock da banda.
Já faixas como “Surviving Against the Odds”, a faixa título (a típica balada metal) e “Afterburner” (a mais pesada do trabalho, lembrando bastante JUDAS PRIEST na fase “Painkiller”) mostram o lado mais metal da banda, e são, na minha opnião, as melhores do disco.
Saliento apenas que não gostei muito da produção do disco, pois faltou um pouco de peso nas guitarras, e o som em alguns momentos não esta muito definido. Além disso, em relação às composições, algumas ficaram um pouco repetitivas e simples demais, sem passagens mais marcantes.
Apesar de estar longe de ser considerado um dos melhor discos da extensa (e excelente) carreira do SAXON, e de não trazer grandes inovações (leia-se: é mais do mesmo!), é um bom disco, e tem tudo para agradar os fãs!
Aproveitem ainda que a versão nacional traz como bônus um disco ao vivo contendo o show da banda no Donington Festival em 1980, remasterizado e remixado, e muito legal.
Call to Arms - Saxon
(2011 – Hellion Records - Nacional)
CD 1:
1. Hammer of the Gods
2. Back in 79
3. Surviving Against the Odds
4. Mists of Avalon
5. Call to Arms
6. Chasing the Bullet
7. Afterburner
8. When Doomsday Comes (Hybrid Theory)
9. No Rest for the Wicked
10. Ballad of the Working Man
11. Call to Arms (orchestral version)
CD 2:
Live at Donington 1980:
1. Motorcycle Man
2. Still Fit to Boogie
3. Freeway Mad
4. Backs to the Wall
5. Wheels of Steel
6. Bap Shoo Ap
7. 747 (Strangers in the Night)
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Junior Frascá, casado, 27 anos, é advogado, formado pela PUC/SP e especialista em Direito Tributário, sendo que atualmente reside no interior do Estado de São Paulo, onde trabalha e estuda para tentar ingressar na Magistratura paulista. Além disso é guitarrista, compositor e fundador da banda de heavy metal tradicional Mud Lake (www.myspace.com/mudlakeofficial). É apaixonado por heavy metal em todas as suas vertentes (em especial thrash e power metal) desde seus 15 anos, e é grande colecionador de álbuns do estilo, tendo como banda preferida o Helloween na fase Michael Kiske/Kai Hansen. Também é fã de filmes de terror e séries americanas.
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