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Resenha - Leave Scars - Dark Angel

Essa série de relançamentos de grandes trabalhos que a Shinigami Records (http://www.shinigamirecords.com.br) tem feito está uma maravilha, ainda mais oferecendo músicas bônus no material. Nada como voltar no tempo e se espantar ao relembrar de como certos discos já soavam bem agressivos há mais de 20 anos.

Nota: 8

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

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O Slayer fez escola. Tá, isso não é novidade nenhuma, mas se você analisar os discos thrash da época do “Reign in Blood”, perceberá que o estilo muito rápido de Tom Araya cantar está nesse “Leave Scars”. Duvida? Então, dê uma sacada já na faixa de abertura – “The Death of Innocence” – a melhor e mais violenta do álbum, e veja se não concorda. Que porrada! Entretanto, ao longo do play, a coisa varia entre sons mais trabalhados, e em menor quantidade, os mais diretos. Realmente, as longas composições estão bastante profundas e densas, mas no geral, a qualidade de todas é inquestionável. Adorei os riffs de “No One Answers” - essa que é outra bala de canhão do CD - na parte dos solos. E a instrumental “Cauterization” é um show de técnica e maturidade. “Older Than Time Itself”, que faz parte da leva das mais diretas, éumo coice de mula. Excepcional. E o outro destaque fica para a faixa-título, com solos maravilhosos.

As raízes do rock ‘n’ roll marcam presença na cover do Led Zeppelin “Immigrant Song”, cujos famosos gritos no início da canção soaram meio hilários aqui, dando a impressão de que foram feitos com certo tom de deboche. Mas quem se importa? Ficaram muito legais!

O vocal seco e muito raivoso de Ron Rinehart dá um tom de violência e rebeldia a mais no álbum. Sem dúvida, uma contribuição de peso ao trabalho. Bem, e vale o registro da máquina que está na bateria: o lendário Gene Hoglan, um dos melhores do mundo. Com um time desses, a coisa só poderia resultar num material fodástico.

Outra constatação interessante: para um disco com mais de duas décadas de vida, a qualidade da gravação é espantosa, excelente se considerarmos o fato. Já nas quatro bônus ao vivo, o som é inferior, mas contraditoriamente, as músicas parecem mais extremas do que nas versões de estúdio. Como pode? E a simples, porém linda capa, por alguma razão me lembrou o filme “O Exorcista”.

Para os amantes de thrash e para os mais novos, que escutam essas bandas mais modernas, sem conhecer um pouco do estilo clássico, isso é não somente aconselhável, mas obrigatório.

Dark Angel – Leave Scars
Shinigami Records (relançamento) – 1989 – Estados Unidos
http://www.myspace.com/darkfuckinangel

Tracklist
1. The Death of Innocence
2. Never to Rise Again
3. No One Answers
4. Cauterization
5. Immigrant Song (Led Zeppelin Cover)
6. Older Than Time Itself
7. Worms
8. The Promise of Agony
9. Leave Scars

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Sobre Christiano K.O.D.A.

Um cara diretamente ligado ao Som Extremo, fã de livros e filmes, formado em Imagem e Som, Publicidade e Propaganda, e atualmente, caminhando para se tornar jornalista profissional. Faz parte da banda de grindcore Prey of Chaos e um blog dedicado à música barulhenta. Enfim, um cara que faz da música sua vida.

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