Os dois anos que se passaram entre “Humbug (2009) e “Suck It and See” (2011) foram extremamente proveitosos para os integrantes do ARCTIC MONKEYS. O grupo, que conquistou o rótulo de maior fenômeno do rock inglês após o álbum “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not” (2006) atingir o topo das paradas do mundo inteiro, possui uma série de outros projetos paralelos em andamento. Entre as principais ideias colocadas em prática, a carreira de ALEX TURNER parece assumir a dianteira como a mais importante. O EP “Submarine” é a primeira investida individual do vocalista/guitarrista – mas infelizmente não consegue se impor.
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Porém, pelo menos um recado interessante “Submarine” deixa para os fãs do ARCTIC MONKEYS. O prestigiado vocalista/guitarrista da banda – que sempre foi apontado como a referência criativa dentro do grupo – não só escreveu as cinco músicas que compõem o disco como ainda executou absolutamente todos os instrumentos presentes na obra. Pode até ser que o guitarrista Bill Ryder-Jones (ex-THE CORAL) acompanhe ALEX TURNER em duas das faixas, mas a sua posição é de coadjuvante aqui. Depois da curtíssima faixa introdutória “Stuck on the Puzzle” (que vai ser retomada mais adiante), apenas voz e violão contornam “Hiding Tonight”, que não ultrapassa a marca de três minutos de extensão (como todas as outras composições). Por mais que não soe problemática, o clima cadenciado – praticamente arrastado – em nada parece capaz de empolgar os que admiram os discos nervosos do ARCTIC MONKEYS. Por outro lado, “Glass in the Park” possui arranjos rapidamente mais complexos e satisfatórios se comparados na ponta do lápis com a proposta anterior.
Embora extremamente eficiente como trilha sonora para o filme homônimo, falta fôlego e ambição para “Submarine” despontar como uma estreia coesa e impactante. No entanto, o resultado apenas mediano atingido pelo disco é uma consequência direta do que ALEX TURNER proporciona na acústica “It’s Hard to Get Around the Wind”: a música destaca a ausência de um contorno verdadeiramente vibrante. Porém, “Stuck on the Puzzle” pode ser mencionada como a grande faixa do EP, justamente por caminhar por um caminho diferenciado se comparado com a anterior. As guitarras – mesmo que cadenciadas – evidenciam um rumo muito mais interessante e melhor arranjado.
Do mesmo modo, o encerramento com “Piledriver Waltz” mostra como o debut de ALEX TURNER poderia encontrar consequências mais agradáveis, justamente pela tentativa de incluir poucas – mas marcantes – referências do rock/folk. Por ser muito homogêneo na sua tentativa de soar intimista, “Submarine” fica em cima do muro entre o bom e o ruim. Os (poucos) momentos de destaque do disco aparecem ofuscados pela ausência da ousadia extremamente marcante do ARCTIC MONKEYS – e impossível de ser dissociada da carreira solo do seu vocalista/guitarrista. O resultado é mediano e deve dividir inclusive a opinião dos fãs mais fervorosos da banda inglesa.
Track-list:
01. Stuck on the Puzzle (Intro)
02. Hiding Tonight
03. Glass in the Park
04. It’s Hard to Get Around the Wind
05. Stuck on the Puzzle
06. Piledriver Waltz
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Reside em Porto Alegre (RS). Nascido em 1985. Depois de três anos cursando Engenharia Química, seguiu a sua verdadeira vocação, e atualmente é aluno do curso de Jornalismo. Colorado de coração, curte heavy metal desde seus onze anos e colabora com o Whiplash! desde 2000, quando tinha apenas quinze anos. Fanático por bandas como Iron Maiden, Helloween e Nightwish, hoje tem uma visão mais eclética do mundo do rock. Foi o responsável pelo extinto site de metal brasileiro, o Brazil Metal Law, e já colaborou algumas vezes com a revista Rock Brigade.
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