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Resenha - To Hell With God - Deicide

O Deicide mostra-se incrivelmente relevante com "To Hell with God", o décimo álbum de sua carreira. A banda liderada pelo baixista e vocalista Glen Benton surge soberana, plainando com uma indefectível superioridade sobre a maioria absoluta dos grupos de death metal do planeta. Um feito e tanto para quem já está há mais de duas décadas na estrada.

Nota: 8

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

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"To Hell with God" é um álbum muito bem produzido. O disco comprova o imenso peso que o baterista Steve Asheim possui atualmente no conjunto. Membro fundador, principal compositor – oito das dez faixas são de sua autoria - e também produtor do álbum – ao lado de Glen e Mark Lewis -, Asheim divide os holofotes com Benton, autor de todas as letras. Completam a banda os guitarristas Jack Owen e Ralph Santolla.

A temática lírica continua a mesma, com temas anticristãos e críticas à religião, mas na parte instrumental o som soa um pouco mais acessível. Os riffs apresentam influências de thrash metal e até mesmo de hard rock, características que, somadas à tradicional sonoridade death do Deicide, tornam a audição bastante estimulante.

O CD abre de forma magnífica com as três primeiras faixas, uma trinca de pauladas que não deixa o ouvinte respirar. “To Hell with God” tem um ótimo refrão, enquanto “Save Your” conta com uma performance de bateria impressionante, rápida, cheia de viradas e bumbos duplos. A cadenciada “Conviction” dá uma variada na pancadaria, com claríssimas influências de thrash metal. Um dos destaques do disco, fácil.

O riff de “Empowered by Blasphemy”, se ouvido antes da entrada do vocal e sem identificar o grupo, pode ser confundido com o de uma banda de hard rock. Para os mais radicais, uma observação: depois que o vocal entra o pau rola solto, então não precisam ficar preocupados.

“Angels in Hell” é outra que apresenta características thrash, com direito à algumas mudanças de andamento, algo não muito comum no death metal. “Hang in Agony Until You're Dead” tem um trabalho de guitarras interessantíssimo, enquanto “Servant of the Enemy” traz mais um arregaço de Steve Asheim, além de uma performance arrasa-quarteirão de toda a banda. Destaque imediato! O disco fecha de forma brilhante com a dobradinha “Into the Darkness You Go” e “How Can You Call Yourself a God”, duas pedradas sensacionais!

"To Hell with God" é um disco muito consistente, com uma produção impecável. A técnica dos instrumentistas salta aos ouvidos, com fartas passagens intrincadas e complexas. Os timbres saem cheios e repletos de peso dos alto-falantes, o que só acentua a qualidade do material.

Estamos diante de um dos melhores trabalhos da carreira do Deicide, e destaque entre os álbuns de metal extremo lançados em 2011.

Faixas:
1 To Hell With God
2 Save Your
3 Witness of Death
4 Conviction
5 Empowered by Blasphemy
6 Angels in Hell
7 Hang in Agony Until You're Dead
8 Servant of the Enemy
9 Into the Darkness You Go
10 How Can You Call Yourself a God

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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor do blog Collectors Room - www.collectorsroom.blogspot.com - e colaborador das revistas poeira Zine e Rolling Stone. Escreve para o Whiplash desde 2005.

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