Children Of Bodom: Mantendo a essência do que os destacou

Resenha - Relentless, Reckless Forever - Children Of Bodom

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Por Carlúcio Baima
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Children Of Bodom lançou no início de março "Relentless, Reckless Forever". O álbum, sétimo em sua carreira, foi produzido por Matt Hyde, que já trabalhou com Monster Magnet e o Slayer. Sempre achei interessante a proposta musical da banda, pois demonstra ser pouco preocupada com os famosos rótulos – Power Metal, Melodic Metal, Symphonic Black Metal, etc. Normalmente vemos a banda enquadrada no: Melodic Death/Trash Metal, rótulo esse um tanto quanto curioso, pois não define muita coisa, só deixa claro as influências da banda. Esse aspecto, contudo deve ser relativizado visto que ora ou outra o Bodom gosta de injetar em suas músicas uma levada pop que no final das contas acaba soando muito bem.
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Se comparado ao trabalho anterior, "Blooddrunk" (2008), "Relentless, Reckless Forever" possui uma pegada mais melódica, valorizando bastante os riffs e as passagens de teclado. Podemos destacar ainda os solos empolgantes e a bateria consistente do início ao fim. As cadenciadas no decorrer do álbum deixam evidente a qualidade de composição da banda. É bom destacar esse ponto, já que eventualmente direcionamos muita atenção ao líder Alexi Laiho, porém Janne Warman faz um trabalho admirável encaixando o teclado nos momentos certos da música, sem torná-las enfeitadas ou muito melódicas. O baixo também é bem presente e completa bem os momentos de calmaria de algumas faixas. Eventualmente teremos duelos de guitarra e teclado que devem valorizar bastante o show ao vivo.

Não irei prolongar os comentários quanto às músicas, pois todas seguem uma qualidade de composição muito alta, tornando o CD bastante satisfatório, mas vale destacar o refrão da primeira faixa “Not My Funeral” e o modo como a mesma foi finalizada. Em “Shovel Knockout” e “Roundtrip To Hell And Back” a bateria “come solta” e os teclados são emblemáticos com solos muito bem feitos (arranjados e elaborados). “Pussyfoot Miss Suicide” e “Relentless, Reckless Forever” são até bem parecidas, mas a dupla de guitarras compõe solos avassaladores. Os vocais rasgados de Alex Laiho são destaque em todas as faixas, mas pessoalmente fiquei mais atento aos das músicas “Ugly” e “Was It Worth It?”, sendo que a última já possui um clipe na web. Além dessas, não poderia faltar aquela dose de humor com o cover da música “Party All The Time” do famoso ator Eddie Murphy.

Pode ser que ao ouvir o álbum pela primeira vez você não perceba muitas novidades ou então vem a mente aquele comentário: “Tá bom, mas falta alguma coisa. O que será?” Acredito que a priori seja natural essa sensação, mas depois fica mais clara a proposta da banda e as inovações sutis que a mesma fez neste álbum, sem perder o peso característico dos trabalhos anteriores. Vale à pena curtir o sétimo álbum desses finlandeses, pois em "Relentless, Reckless Forever", o Bodom manteve a essência que destacou o grupo no cenário do Metal.

Alexi Laiho (guitarra e vocais)
Jaska Raatikainen (bateria)
Henkka Blacksmith (baixo)
Janne Warman (teclados)
Roope Latvala (guitarra)

Músicas:
1. Not My Funeral
2. Shovel Knockout
3. Roundtrip To Hell And Back
4. Pussyfoot Miss Suicide
5. Relentless, Reckless Forever
6. Ugly
7. Cry Of The Nihilist
8. Was It Worth It?
9. Northpole Throwdown

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