Emerald Sun: Bom álbum, mas ainda falta um pouco

Resenha - Regeneration - Emerald Sun

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Por Felipe Kahan Bonato
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

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EMERALD SUN... outra banda de power metal que chega ao crítico terceiro álbum. Lançado em 2011, o bom “Regeneration” mostra a inquietude dos gregos que ainda não conseguem acertar em cheio. Sem atingir a maturidade, a banda mistura grandes composições com esboços incompletos de boas ideias ou faixas simplesmente medianas. Apesar disso, é um disco muito bom, que não se desvia do seu propósito de ofertar um bom power metal.
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As guitarras iniciam o disco de forma potente lembrando, na inspirada “We Won’t Fall”, seu conterrâneo Gus G., ao contar com bons solos. Os vocais também são bem dosados e o refrão repetitivo torna a agressiva música bem pegajosa. “Theater Of Pain” segue na linha dos vocais bem trabalhados, que dosam bem velocidade com intensidade. Os instrumentos não fogem do clássico power metal e há um espaço para um lado mais melódico que ficou reservado apenas ao fim da faixa, infelizmente. No entanto, na sequência vem a amena “Where Angels Fly”, que se destaca pelo andamento e pelas guitarras de seu início, outra boa idéia interrompida como o final da canção anteriormente mencionada. A melhor faixa é a lenta e bela “Chasing The Wind” que, com a condução emocionante de Theo, é praticamente um hino do grupo.

O grande problema desse disco são as faixas que meramente o preenchem, como “Starchild” que apesar de se inserir no estilo, não consegue ter a criatividade nem o carisma das demais. Por sua vez, “Speak Of The Devil” fica no meio caminho, com um bom refrão repetido à exaustão e com uma base preguiçosa de baixo em seu início. “Planet Metal” não tem nenhum deslize mas também não agrega nada diferente. Já “Fantasmagoria” mostra a tentativa do grupo de se diferenciar e engrandecer o seu som, o que de fato conseguem na boa faixa, mas de modo contrastante com o resto do álbum. Mesmo com os bons solos e o andamento lento que realmente adicionam um tempero à música, esta é ainda desnecessariamente longa. Outro erro foi relegar à condição de bônus a diferente “Holding Out For A Hero”, que coroa muito bem o disco ao trazer um belo revezamento de vozes, bons backings, refrão, base, solos e teclados.

Assim, as faixas destacadas positivamente trazem um grande power metal que, se não é de todo inédito, consegue perfeitamente reunir tudo o que o estilo oferece de melhor, com peso, melodia, instrumentos bem intrincados e vocais precisos. Trata-se de uma banda em formação ainda, oscilando em suas composições, mas que, quando acerta, o faz muito bem. Resta dar tempo ao conjunto e torcer para que no quarto álbum esses gregos consigam concretizar nas composições o grande talento demonstrado. Com o primeiro álbum datado de 2005, o EMERALD SUN é uma boa promessa, ainda!

Integrantes:
Stelios "Theo" Tsakirides - Vocais
Johnnie Athanasiadi - Guitarra
Teo Savage - Guitarra
Jim Tsakirides - Teclado
Bill Kanakis - Bateria
Fotis "Sheriff" Toumanides - Baixo

Faixas:
1. We Won’t Fall
2. Theater of Pain
3. Where Angels Fly
4. Regeneration
5. Starchild
6. Speak of the Devil
7. Planet Metal
8. Chasing the Wind
9. Fantasmagoria
10. Holding out for a Hero

Gravadora: Pitch Black Records

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Sobre Felipe Kahan Bonato

Felipe Kahan Bonato: Nascido em 88, há mais de 10 anos - por enquanto - escuta praticamente qualquer subgênero de rock e metal, explorando principalmente bandas mais desconhecidas. Teve contato tardio com a guitarra, seu instrumento preferido, optando então em seguir a carreira de Engenheiro de Produção e em contribuir esporadicamente com resenhas no Whiplash.

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