Os rótulos usados no Metal são detestáveis, na maioria das vezes, já que limitam demais uma banda, e mesmo levam os fãs a conceberem idéias absurdas que muitas vezes, não refletem a realidade de um trabalho de uma banda, limando-a de uma característica única, uma face própria, algo que diga que a banda não é uma cópia.
Nota: 10 









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Vindos de Pernambuco, essa banda surpreende por unir elementos do chamado Metal Melódico com muito de Prog Metal e muito, muito peso e bom gosto musical, e com vantagens maravilhosas encima de medalhões, que são a falta de pudor de usar algumas doses de outros estilos de Metal, os regionalismos folk característicos de nosso Nordeste e a personalidade firme e forte, mas se o leitor necessita de um referencial mais preciso e menos parnasiano, seria algo como um ‘Images and Words’ mais atualizado, virtuoso e pesado, como nem o próprio DREAM THEATER sonharia em conceber.
Arte bem caprichada, produção sonora límpida e pesada, onde podemos ouvir cada nota e nuance vocal do CD, em um nível de profissionalismo extremo que está cada vez mais em pé de igualdade do que é visto lá por fora. Vocais ótimos, guitarras de alto nível, com equilíbrio entre virtuosismo e feeling (que alguns andam esquecendo hoje em dia), teclados hiper bem sacados e bem postados, e uma zaga baixo/bateria extremamente competente, com muita garra e peso.
Uma breve intro, ‘Deus Ex-Machina’ (termo que traduzido seria ‘deus vindo da máquina’, um termo usado pelos gregos na tragédia de Eurípedes), e entra ‘Corsairs in Black’, uma faixa cativante e bem grudenta, extremamente bem feita, pesada e rápida na medida certa, e que é o primeiro vídeo promocional do CD, que chega a usar alguns momentos bem Death/Black em vocalizações e andamentos; ‘When the Night Has Fallen’ é mais climática, em uma viagem progressiva bem intensa; ‘Beyond the Skies’ já entra com um solo de guitarra extremamente bem virtuoso à lá Petrucci/Satriani, e os temos quebrados deixam o ouvinte pregado na cadeira, fora as mudanças de clima que permeiam a faixa; temos na linda ‘The Divine Comedy’ uma alternância entre momentos amenos e pesados bem constante, e como o vocalista canta muito bem, esbanjando talento em cada momento; Uma narrativa em português sobre a velocidade dos bumbos introduz ‘Behind the Mask’, mais uma faixa que une peso, viagem e bom gosto; já em ‘Wherever I Am’, vemos um momento extremamente ameno, com piano, voz, violão e leves toques na bateria, ou seja, uma baladaça daquelas de deixar os olhos cheios de lágrimas de alegria; ‘Dance of Damnation’ é outra música cheia de peso, um típico hit do estilo em shows ao vivo, ou seja, ouça, decore e cante junto quando chegar a hora; e fechando, a longa ‘Knowledge Machine’, que como toda faixa título que se preze, tem excelentes variações melódicas, minimalismos mil, e que não cansa o ouvinte em momento algum.
O CARAVELLUS é, sem sombra de dúvidas, uma das maiores revelações da cena Brasileira de 2010, e desejo-lhes muito sucesso. Ouçam e reverenciem esta obra-prima nacional, ò gregos e troianos do Metal!

Nota 10
Formação:
Raphael Dantas – Vocal
Glauber Oliveira – Guitarras
Daniel Felix – Teclados
Cleison Johann – Baixo
Pedro Nunes – Bateria
Tracklist:
01. Deus Ex Machina (intro)
02. Corsairs in Black
03. When the Night Has Fallen
04. Beyond the Skies
05. The Divine Comedy
06. Behind the Mask
07. Wherever I Am
08. Dance of Damnation
09. Knowledge Machine
Contatos:
http://www.caravellus.net
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Nascido em 1970, sendo que ouve Rock desde os 5 anos e Metal desde os 13, se dedicando ao Heavy Metal e Rock e todas as suas vertentes. Bacharel e Licenciado em Física, baixista, professor, escritor e colaborador de sites e zines, aprecia todas as subdivisões de Metal, tem sempre carinho pelas bandas nacionais mais jovens e desconhecidas, e acredita no Underground como forma de cultura alternativa à regras sociais tradicionalistas. Sem perder suas raízes, calcadas em Iron Maiden, Black Sabbath e Mercyful Fate/King Diamond, ouve de Bon Jovi a Marduk, de Jethro Tull a Angel Corpse.
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