Crazy Lixx: o que o Def Leppard deveria estar fazendo

Resenha - New Religion - Crazy Lixx

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Por Ricardo Seelig
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

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Formado na cidade sueca de Malmö em 2002, o Crazy Lixx lançou um dos melhores álbuns de 2010. Reverenciando o glam metal da ensolarada Califórnia oitentista, o quarteto sueco formado por Dirtchild Danny (vocal), Vic Zino (guitarra), Luke Rivano (baixo) e Joey Cirera (bateria) gravou um disco agradável, alto astral, que rende uma audição extremamente prazerosa!
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Segundo trabalho do Crazy Lixx, "New Religion" chegou às lojas européias em 19 de março de 2010 sucedendo o debut dos caras, "Loud Minority", de 2007. A música do grupo pega elementos das principais referências do hard oitentista - bandas como Motley Crue, Def Leppard, Quiet Riot e Danger Danger – e os une com enorme competência. O resultado é um som empolgante e que cativa de imediato.

“Rock and a Hard Place” abre o disco com ótimas guitarras e um grande refrão. “My Medicine” é mais cadenciada, mas não menos grudenta. “21 'Til I Die” é uma das melhores do álbum, com linhas vocais pra lá de inspiradas, ótimo refrão e um solo repleto de melodia.

Os destaques se sucedem. “Children of the Cross” é um hard de muito bom gosto, com mais um grande refrão. “The Witching Hour” conta com excelentes coros, enquanto “Lock Up Your Daughter” é o que o Def Leppard estaria fazendo hoje em dia se não tivesse amaciado demais o seu som.

Como todo álbum de hard que se preze, "New Religion" tem uma baladinha pra acalmar os ânimos. “What of Our Love” tem um que de Skid Row, e facilmente vai cair nas graças dos fãs do estilo. A pesada e agressiva “Voodoo Woman” fecha o disco em grande estilo, com ótimas guitarras e um grande refrão.

"New Religion" é um discão, com vários hits potenciais que grudam na primeira audição, como os bons álbuns de hard rock lançados nos anos oitenta. Quem me conhece sabe que não sou um grande fã do estilo, mas o que o Crazy Lixx fez nesse disco é impossível de ser ignorado! Inspirado, cativante e repleto de energia, o som do grupo cai como uma luva em qualquer pessoa que, assim como eu, cresceu tendo a música pesada como uma de suas principais referências.

Enfim, um discaço pra curtir com o volume no talo e um sorriso no rosto!

Faixa:
1 Rock and a Hard Place 3:54
2 My Medicine 4:39
3 21 'Til I Die 3:24
4 Blame It on Love 4:06
5 Road to Babylon 3:17
6 Children of the Cross 4:30
7 The Witching Hour 4:13
8 Lock up Your Daughter 4:05
9 She's Mine 3:39
10 What of Our Love 4:16
11 Desert Bloom 0:46
12 Voodoo Woman 3:54

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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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