Ad Hominen: conheça a banda e tire suas próprias conclusões

Resenha - Dictator: A Monument of Glory - Ad Hominen

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Por Marcos Garcia
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Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

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Hoje em dia, com o ‘bom mocismo’ vigente no Metal e mesmo em toda a sociedade, muitas bandas acabam sendo relegadas ao conhecimento de bem poucos, inclusive sofrendo pesadas acusações, sendo que estas nem sempre são dignas de atenção.
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O Metal não é um som para ‘bons moços’, incapazes de terem atitudes individuais e críticas, que apenas acatam o que lhes mandam fazer. É um estilo musical com proposta cultural/ideológica tão forte que abala as estruturas sociais, que tentam reagir na forma de calúnias e com regras que pedem “respeito” para a defesa daqueles que há tanto nada fazem e que apenas tornam nosso mundo um lugar pior a cada novo dia.

Que cada um pense por si mesmo e pese a qualidade do que lhe dizem.

Escrevo estas linhas para que o caro leitor não tenha medo de ouvir o som de bandas mais polêmicas, e que possa ler as letras e tirar suas próprias conclusões. Bandas como o AD HOMINEN exigem isso de quem ouve seu trabalho.

Esta excelente one man band (seu mentor chama-se Kaiser) de War Black Metal da França chega até nós via Höllehammer Records, com seu “Dictator – A Monument of Glory”, seu quarto full-lenght. Graças às citações da filosofia de Nietzsche, anti-monoteísmo e culto ao ser, a banda acaba sendo tachada como NSBM, o que Kaiser desmente em todas as suas entrevistas.

A apresentação visual muito bonita e bem cuidada do CD é prenúncio de coisa boa, e a intro “In Power” prepara o clima para “Dictator”, uma ótima faixa, rápida e instigante, com um coro que empolga, e uma boa dose de Punk/Hardcore, e os andamentos são de deixar o ouvinte arrepiado. Em seguida vem “Slaves of God”, outra música bem pesada e com boa pegada e grandes refrãos, assim como a longa “The Encomium of Terror”, bem variada e com aquele clima de guerra mesmo. “Chambers of Hate” começa com uma intro bem típica de War Metal, com baixo pulsante e lembrando bandas de Hardcore finlandesas como RATTUS, e mais uma vez, grande refrões, elementos encontrados também em “Solitary Supremacy”, sendo esta mais rápida que a anterior.

“ZOG is dead” já é mais cadenciada no início, naquela conhecida levada “lenta e pesada”, e assim fica uma boa parte do tempo, para depois virar uma verdadeira metralhadora Black Metal para todos os lados, e mais para o final, volta a ser lenta, pesada e instigante. “Total Völkermord”, que vem da Demo “Omnes Ad Unum”, de 2000, mantendo o pique do CD, e fecha com “Schlachthaus Der Gedanken”, que para os curiosos, significa ‘Matadouro de Pensamentos’, uma faixa longa e arrasadora, de andamento ameno e lento, cadenciado e pesado como é a proposta da banda.

E como eu disse no início, antes de pensar algo, indico que ouça e leia o que a banda tem a dizer sobre si e sobre seu trabalho, já que acusar alguém sem lhe dar direito de resposta é algo digno da Inquisição Espanhola, e não de fãs de Metal.

Tracklist:
1. In Power
2. Dictator
3. Slaves of God
4. The Encomium of Terror
5. Chambers of Hate
6. Solitary Supremacy
7. Zog is Dead
8. Total Völkermord
9. Schlachthaus Der Gedanken

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Sobre Marcos Garcia

Marcos Garcia é Mestrando em Geofísica na área de Clima Espacial, Bacharel e Licenciado em Física, professor, escritor e apreciador de todas as subdivisões de Metal, tendo sempre carinho pelas bandas mais jovens e desconhecidas do público, e acredita no Underground como forma de cultura e educação alternativas. Ainda possui seu próprio blog, o Metal Samsara, e encara a vida pela máxima de Buda "esqueça o passado, não pense no futuro, concentre-se apenas no presente".

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