Crashdiet: parte da sonoridade que marcou sua estréia

Resenha - Generation Wild - Crashdiet

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Por Otávio Augusto Juliano
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

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Em 2006, quando fiz a resenha do primeiro álbum do CRASHDIET (link no final deste texto), o momento da banda era delicado e a sua continuidade era totalmente incerta, pois seu vocalista (e principal compositor) Dave Lepard havia falecido e os demais integrantes chegaram a anunciar o fim das atividades do grupo.

Nada disso ocorreu e a banda recrutou Olliver Twist para assumir o microfone, lançando mais tarde “The Unattractive Revolution”, disco que não chegou a agradar tanto quanto o primeiro, mas mesmo assim rendeu boas críticas.

Agora é a vez de Simon Cruz (ex-JAILBAIT), que passou a integrar a banda em 2009, depois que Olliver Twist preferiu deixar o CRASHDIET para retomar os trabalhos com o RECKLESS LOVE. E parece que o novo vocalista se entrosou muito bem com o grupo!

Em “Generation Wild”, o CRASHDIET ressurge e com Simon Cruz consegue resgatar boa parte da sonoridade que marcou o álbum de estréia da banda, o muito elogiado “Rest In Sleaze”. É o CRASHDIET de volta, com seu Sleaze Metal de atitude e refrãos pegajosos, além de um vocal muito bem encaixado e adequado à sonoridade do grupo.

Músicas como “So Alive” e “Down With The Dust” se assemelham ao som tirado no bem sucedido álbum de estréia – uma mescla de Hard Rock e Glam com elementos de Punk e Hardcore, que fez o CRASHDIET despontar da Suécia para o resto do mundo.

Com faixas empolgantes e grudentas, “Generation Wild” remete o ouvinte à sonoridade dos ícones dos anos 80: “Rebel” é inspirada nos primórdios do MÖTLEY CRÜE e é impossível não lembrar de “Monkey Bussiness”, do SKID ROW, ao ouvir a música “Native Nature”. Simon Cruz se mostra um vocalista muito versátil, o que resulta em um ótimo trabalho, considerando-se também o talento dos demais músicos.

Destaque ainda para a música que dá título ao disco, além de “Armageddon” e “Chemical”, que traz o refrão mais pegajoso de todo o álbum, destacando-se pelos ótimos “backing vocals”, pelo ritmo cadenciado e pelo bonito solo central.

Já está na hora de alguma gravadora nacional apostar no CRASHDIET e lançar os trabalhos da banda em versão brasileira, até para aproveitar a vinda do CRASHDIET em outubro desse ano ao país, podendo assim alavancar as vendas.

Em matéria de Hard Rock, “Generation Wild” é um dos grandes lançamentos de 2010 até agora. Compre o seu e torça para que a formação atual da banda se mantenha.

Importado – Frontiers Records

Banda:
Simon Cruz - vocal
Peter London - baixo
Eric Young - bateria
Martin Sweet - guitarra

Track List:
01. 442
02. Armageddon
03. So Alive
04. Generation Wild
05. Rebel
06. Save Her
07. Down With The Dust
08. Native Nature
09. Chemical
10. Bound To Fall
11. Beautiful Pain
Resenha - Rest In Sleaze - Crashdiet

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Sobre Otávio Augusto Juliano

Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.

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