Chaos Synopsis: promessa da música pesada brasileira

Resenha - Kvlt ov Dementia - Chaos Synopsis

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Por Paulo Finatto Jr.
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Nota: 9

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De uma forma ou de outra, o Brasil será sempre associado ao metal extremo. Com passar dos anos, o nosso país revelou importantes nomes para o cenário mundial, como SARCÓFAGO, SEPULTURA, KRISIUN e TORTURE SQUAD. Como não poderia ser diferente, novas bandas e gratas revelações surgem a cada dia. Com essa referência histórica nas costas, a CHAOS SYNOPSIS é a mais recente promessa da música pesada brasileira.
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Com apenas cinco anos de estrada, o grupo formado no interior paulista por Jairo (vocal/baixo), JP (guitarra) e Vitor (bateria) conta com um modesto currículo. A banda, que havia gravado apenas duas demo-tapes e um EP, lançou recentemente o seu primeiro álbum, intitulado “Kvlt ov Dementia”, via Free Mind Records. De qualquer forma, mesmo com pouco tempo de história, o quarteto já se apresentou ao vivo ao lado de gigantes do death/black metal – como DISMEMBER e MAYHEM –, além de realizar uma pequena turnê pela Europa, com datas na Polônia, país em que a banda possui contrato com uma gravadora.

No entanto, “Kvlt ov Dementia” foi registrado e finalizado inteiramente no Brasil. De qualquer modo, a banda alcançou uma qualidade invejável no seu primeiro registro – de deixar muita banda internacional com ciúmes –, assinado pelo produtor Fabio Zperandio (OPHIOLATRY). Em sua sonoridade particular, o death metal da banda não é marcado por referências oitentistas, como muitos outros grupos fazem, apesar de trazer algumas influências do thrash metal. Como não poderia de ser diferente, o som da CHAOS SYNOPSIS é realmente extremo: os riffs são verdadeiramente pesados e o vocal é construído com brutalidade. Entretanto, a principal característica dos paulistas é a velocidade da bateria e suas quebradas, que dá uma qualidade inegavelmente acima da média. A curta faixa de abertura, “Postwar Madness”, não deixa mentir.

Embora tenha uma proposta que aproxima a música do CHAOS SYNOPSIS à referência KRISIUN, o quarteto paulista consegue modular o seu death metal com propriedade e originalidade, sem caracterizar as suas composições como simples cópias. “Sarcastic Devotion” e “Only Evil Can Prevail”, por exemplo, demonstram como a banda consegue unir (de forma sinceramente eficiente) a brutalidade do metal extremo com a melodia suja do thrash metal – sobretudo em riffs de guitarra. “LXXXVI”, da mesma forma, possui as mesmas influências de DESTRUCTION (para citar um nome do thrash) e deixa ainda mais clara a preocupação do CHAOS SYNOPSIS em elaborar um instrumental mais complexo que fuja da simplicidade, em contraponto a muitas outras bandas extremas.

É difícil destacar uma música em “Kvlt ov Dementia”. Os fãs de metal extremo, além de conferir as citadas nessa matéria, não podem deixar de prestar atenção em “Blinding Chains”. Ela, apesar de não ser muito longa, possui um instrumental bastante variado sob a interpretação marcante de Jairo no vocal. Da mesma forma, “2100 A.D.” pode ser salientada. Essa música, no entanto, tem capacidade técnica para ser considerada a faixa mais imponente de todo o álbum.

Não há dúvidas: a CHAOS SYNOPSIS vai figurar entre as revelações do metal brasileiro em 2010, devido ao impacto do álbum “Kvlt ov Dementia”. No entanto, a banda precisa superar as últimas barreiras que restam em nosso país – que envolvem a visibilidade do nosso underground. No exterior, por outro lado, parece que a banda está sendo reconhecida pelo trabalho grandioso do seu debut.

Site: http://myspace.com/chaossynopsisbr

Track-list:
01. Postwar Madness
02. Sarcastic Devotion
03. Only Evil Can Prevail
04. LXXXVI
05. License to Kill
06. Expired Faith
07. Blinding Chains
08. Spiritual Cancer
09. 2100 A.D.
10. March of the Unholy

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Sobre Paulo Finatto Jr.

Reside em Porto Alegre (RS). Nascido em 1985. Depois de três anos cursando Engenharia Química, seguiu a sua verdadeira vocação, e atualmente é aluno do curso de Jornalismo. Colorado de coração, curte heavy metal desde seus onze anos e colabora com o Whiplash! desde 2000, quando tinha apenas quinze anos. Fanático por bandas como Iron Maiden, Helloween e Nightwish, hoje tem uma visão mais eclética do mundo do rock. Foi o responsável pelo extinto site de metal brasileiro, o Brazil Metal Law, e já colaborou algumas vezes com a revista Rock Brigade.

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