Resenha - Final Frontier - Iron Maiden

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Resenha - Final Frontier - Iron Maiden

Traduzido por Invisible Kid | Fonte: Metal Sickness

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Wow! Um álbum denso, com extensas referências a dois períodos distintos: fim dos anos 80 de um lado, começo dos anos 2000 de outro. O IRON MAIDEN está à vontade, com uma proposta mais acessível que a do "A Matter of Life and Death" (2006). A grande variação de temas deve funcionar bem ao vivo, embora pessoalmente eu lamente a escolha por durações sempre mais longas. Um pouco mais de espontaneidade e brevidade não iria atrapalhar. Mas é muito bom ver em 2010 a banda ainda em ótima forma e bastante inspirada!

O texto representa a opinião do autor, não do Whiplash.Net ou de seus editores.

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O site metalsickness.com publicou a primeira resenha faixa-a-faixa do novo álbum do IRON MAIDEN, "The Final Frontier", com lançamento marcado para 16/08/2010.

1. Satellite 15 ... The Final Frontier (8min40)
Um enorme grunhido surge de longe, e culmina num ritmo marcial, com uma bateria intermitente e onipresente. Longe das aberturas dos discos precedentes, esta faixa, claramente dividida em duas partes distintas, começa bastante forte, com acordes poderosos, numa canção que tenta encontrar seu lugar em meio aos caos. Chegando perto da metade, surge um trecho mais rock, mais típico do Iron Maiden, com um refrão que repete as palavras "The Final Frontier" quatro vezes, combinado com uma guitarra melódica. [Nota do tradutor: esta descrição se encaixa no áudio do teaser divulgado em 09/07/2010]. Os três guitarristas encontram um interessante entrosamento, que reaparece ao longo de todo o disco. Aqui, Kevin Shirley [produtor] realmente coloca as coisas a favor de Nicko McBrain.

2. El Dorado (6min49)
Já disponível para download no site da banda, o primeiro single não chega a convencer, mas é fato que, com áudio de qualidade, é bem eficiente! Uma cavalgada típica de Steve Harris, com um riff que lembra um pouco "Scream Until You Like It", do WASP, no começo. A atmosfera é próxima do que o grupo se propôs a fazer no "Brave New World"[2000] e mesmo no "Dance of Death"[2003], chegando à parte instrumental, que faz referência direta ao período de "Powerslave" [1984]. Esta faixa, com suas variações de intensidade, funciona bem ao vivo (esteja preparado para reler isto várias vezes). Bruce Dickinson busca um agudo impressionante no refrão, com uma melodia bem marcante.

3. Mother Of Mercy (5min20)
Depois de uma curta introdução de guitarra limpa, Nicko marca o começo da hostilidade e chama um ritmo bem típico da banda. Os solos são espetaculares e o refrão promete ser um sucesso entre os fãs. As transições são bastante fluidas e a conclusão é bem seca, o que permite uma mudança agradável para a faixa seguinte.

4. Coming Home (5min52)
Intro com uníssono de guitarras e baixo, calmo, mas um tanto intrincado. Começa um tipo de balada, com uma espécie de jogo revezando arpeggios limpos e acordes mais elétricos de fundo. O refrão é repetido duas vezes antes do retorno do tema da introdução, culminando num solo aéreo (isto remete à sonoridade de 7th Son…), seguido de outro mais agressivo. Certamente um grande momento ao vivo. Alguns trechos têm várias convenções, o que lembra algo próximo ao Dream Theater (obrigado, Kevin Shirley!). [N. do T.: o produtor já trabalhou em álbuns da banda americana].

5. The Alchemist (4min29)
Começando com tudo, com o baixo fazendo peripécias. Algo meio maluco, e que deve forçar bem os dedos. É a faixa rápida, Maiden por excelência, com um solo a 200 por hora e um final em dueto. Direta, simples, eficiente, e com final seco.

6. Isle of Avalon (9min06)
O GRANDE MOMENTO! Depois de uma intro de guitarra e baixo (como em quase todas as canções épicas da banda), Bruce canta num clima bastante íntimo e teatral, um tipo de declamação na penumbra. Dá para sentir que vai entrar destruindo. A atmosfera é bela e remanescente de "Rime of the Ancient Mariner". E realmente, quando a tempestade irrompe, é bem severa. O ar dos anos 80 certamente trouxe inspiração. Nicko toma conta, e o solo começa de uma maneira bem progressiva (uma franca inovação no repertório do grupo). Uma construção complexa, com magníficas pausas no ritmo e solos para todo lado, surgindo das profundezas. Bruce reina neste musical épico (outro refrão que será difícil de executar ao vivo). Ótima música!

7. Starblind (7min48)
Nova intro calma com um coro onipresente (quase demais). Depois da grande faixa que a precedeu, é difícil voltar a si. A ambientação do "Seventh Son of a Seventh Son" (1988) retorna. Depois de uma pausa que novamente zera tudo, um grande riff religa a máquina para uma fúria de solos. O ritmo, às vezes brutal, às vezes nem tanto, marca a montanha-russa de intensidade desta grande música, que remete ao aspecto prog do "Somewhere In Time"[1986]. A banda está claramente se divertindo. A produção é bastante poderosa, apesar de a soma dos elementos ser, às vezes, muito densa e difícil de digerir de uma vez.

8. The Talisman (9min04)
Imagine Bruce junto a uma fogueira, acompanhado de um violão absolutamente sublime, contando uma história (bem ao estilo "Dance of Death). Mas esta é apenas a intro, porque o restante vem direto na sua cara! Todos os músicos estão em seu máximo, e o refrão retorna mais leve. De repente, um coro de guitarra que a platéia vai acompanhar ao vivo, e que aparece várias vezes na música. Típico Maiden dos anos 2000. Muito boa, mas, como em outras faixas, um tanto prolongada sem necessidade. Outra ótima performance de Bruce!

9. The Man Who Would Be King (8min28)
Outra construção longa, bem ao estilo clássico do Maiden. Uma breve e boa introdução leva a convenções no atacado, com Nicko explorando sua bateria. A intensidade aumenta gradualmente. A parte do solo é novamente muito bela, com uma bateria que foge dos estereótipos do grupo. Nicko está bem solto e dá grande ênfase a esta passagem. Novamente, guitarras para todo lado. Um pouco pesada demais para meu gosto. Consistente, e a densidade do álbum realmente começa a afetar meu discernimento!

10. When the Wild Wind Blows (10min59)
Uma música que contrasta com o resto do álbum, por seu ar um tanto trivial. Na intro, acompanhada pelo som do vento, Bruce chega a tons bastante graves, o que deve descansar um pouco suas cordas vocais no palco [sic]. Mesmo com a chegada de volumosas guitarras, a atmosfera é leve e a canção deve levantar o público, que aproveitará a oportunidade de acompanhar o refrão "Don’t You Know?". A segunda parte tem fraseados mais épicos, que podem lembrar "Blood Brothers" ou "Fear of the Dark". Nicko ainda bate pesado, com vários descansos. Os versos contém uma espécie de tensão, liberada com os "power chords" no final. O álbum termina com o som do vento.

Foto da chamada: Makila Crowley

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