Amazarak: espalhando o caos, heresia e blasfêmia

Resenha - Ascensão do Anticristo - Amazarak

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Por Ben Ami Scopinho
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Nota: 6

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

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Outro anjo caído aportando no Whiplash! Natural da capital paulista, o Amazarak se formou em 1999 e liberou as demos “Officinarum” (01) e “Comando Blasfêmia” (05), sendo que essa última obteve uma considerável repercussão pelo underground. E, depois de mais de uma década, a horda está tendo a oportunidade de estrear com “Ascensão do Anticristo” via Mutilation Productions.
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Aqui fica a definição do próprio Amazarak a respeito de sua proposta: “... espalhar o caos, heresia e blasfêmia contra o fétido e execrado Cristianismo, mostrando a verdadeira face de um dos dogmas religiosos que, por mais de 2000 anos, escraviza e manipula seres...”. Obviamente, o veículo que utilizam para tal é o famigerado Black Metal.

Sua música explora muito do que foi feito na década de 1980, usando e abusando daquele Thrash velocíssimo, mas enturbinado pelo enxofre do Black Metal da primeira geração. Além de a massa sonora ser totalmente crua, mas com a perfeita distinção de cada um de seus instrumentos, o Amazarak tem em Cavalo Bathory um vocalista perfeito para sua linha de frente. O cara é um monstro!

Mas, por mais que sua seção instrumental possua muitos atributos – em especial a faixa “Sob o sinal de Lúcifer” – é o conteúdo de suas letras que se torna um problema. A maioria delas é vomitada (literalmente!) em português e são de uma atitude tão anticristã que, muitas vezes, ultrapassa os limites do bom senso em função de sua superficialidade. É tanto ódio desorientado que se aproxima perigosamente da sátira propriamente dita, como é o caso de “Triunfo e Sangue” e “Satânicos Terroristas”.

Agora vem a questão: como manter a validade e consistência de todo esse discurso sem seguir à risca suas palavras? Enquanto alguém por aí vai pensando no assunto, deixo “Ascensão do Anticristo” recomendado somente ao público conscientemente radical e que acredita que o Mal é a solução para os problemas da Humanidade. Uhn... Também recomendado como trilha sonora aos que curtem ‘estuprar umas freiras’ e ‘empalar uns padres’, naturalmente!

Contato: www.myspace.com/amazarakbr

Contato:
Cavalo Bathory - voz
Thiago Anduscias - guitarra
Kristiano Profano - guitarra
Fábio Christ Crusher - baixo
Nasty Anderson - bateria

Amazarak - Ascensão do Anticristo
(2009 / Mutilation Productions – nacional)

01. Triunfo e Sangue
02. Ascensão do Anticristo
03. Hellbangers (Begin The Killing)
04. Sob o sinal de Lúcifer
05. Sovereign And Proud
06. Lendários Batedores de Cabeça
07. The Horsemen Of The Black Circle
08. Satânicos Terroristas
09. Gohym Shoah (bônus - demo)

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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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