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Resenha - Kiss - Kiss

Por Flávio Remote e Alexandre B-side | Fonte: Minuto HM |

Após a experiência fracassada com a Epic Records na ex Banda Wicked Lester, Paul Stanley, Gene Simmons estavam apreensivos para a gravação do primeiro álbum do Kiss em outubro de 1973. Ace Frehley tinha tido uma experiência anterior e também fracassada. Peter Criss era o mais experiente de todos, e provavelmente era o menos preocupado com a gravação de KISS.

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

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A banda havia preparado e ensaiado o material exaustivamente de janeiro a julho de 1973, e somente entraria no estúdio quando estivessem absolutamente certos do material que queriam gravar. O período entre julho e setembro foi dedicado a encontrar uma gravadora que honrasse o compromisso de distribuição, gravação e divulgação da banda em grande estilo.

Antes da gravação do 1º álbum, a banda faz uma gravação demo no estúdio e com o lendário produtor Eddie Kramer, com 5 músicas. Esta demo definiu que a banda estava pronta para seu primeiro álbum e para a conquista do mundo. O resultado em algumas músicas parece até superior ao que foi gravado no primeiro álbum. A demo é então preparada com uma fotografia da banda que é enviada as gravadoras existentes. Kenny Kerner, que entre outras coisas, avaliava materiais que tinham perspectiva de serem lançados, ouve a demo e leva a Neil Bogart que estava criando sua própria gravadora.

Segundo Kenny a banda era ótima, um som cru, original – a demo era bem gravada, parecia como uma gravação ao vivo. O som encaixava nos planos de Neil e o próximo passo era ver a banda em ação. A banda é convidada para tocar em um estúdio chamado Le Tang em Manhattan, um lugar pequeno, sem assentos, havia umas 7 ou 8 camas. O resultado da audição impressiona Neil, Kenny e os demais presentes e garante um contrato com a recém formada Casablanca Records.

Catálogo brasileiro - vinha no vinil, já com desgate do tempo
CD - Série The Remasters
Na parte interna do cd, comentários sobre o álbum
Dentro do encarte brasileiro da época - os discos em catálogo
O vinil importado tem capa brilhante e veio com um encarte em papel
O material existente para a gravação do primeiro álbum era vasto. Em 1973 o Kiss tocou ao vivo She, Keep Me Waiting, Simple Type, Love Her All I Can (todas músicas da Ex- Wicked Lester), Life in The Woods, Let Me Know (chamada anteriormente de Sunday Driver), Firehouse (escrita quando o Kiss era um trio – sem Ace), Cold Gin (contribuição de Ace, Gene e Paul), Strutter, Deuce, Black Diamond, 100.000 Years, e covers...

A escolha de 9 faixas dos ensaios em outubro e as gravações, levaram 2 semanas até novembro de 1973 e correram extremamente fáceis, com a produção de Richie Wise e Kenny Kerner, que desejavam manter o máximo possível o estilo da banda, sem maiores interferências. O objetivo era tentar manter o som da banda o máximo possível parecido com o que seria ao vivo.

Existiam rumores que Love Theme From Kiss (Ex-Acrobat) foi gravada aos pedaços, o que foi categoricamente negado pelos produtores, que afirmam que o método de gravação e escolha das músicas foi gravar todas em vários takes e escolher os melhores.

A classificação dos membros da banda em entrevista em 1993 sobre o álbum é: Gene dá nota 3/5, Paul, Ace e Peter avaliam como 5/5.

Em 18/02/1974 o álbum é finalmente lançado, e no dia seguinte, a banda participa do programa de televisão In Concert (Dick Clark) na ABC, tocando Firehouse, Black Diamond e Nothin´ to Lose (disponível no DVD Kissology Vol 1). Desde dezembro 1973 a banda toca continuamente, onde houvesse lugares disponíveis, como banda de abertura. Em 24/02 a banda toca no programa Rock Concert (Don Kirshner).

O álbum inicia nas paradas em 23/03, na posição 211, caindo e indo para lugar nenhum, até se recuperar atingindo a posição 87 em 13/07, com a projeção feita pelo lançamento do single Kissin´ Time.

Em março há o lançamento do primeiro single – Nothin to Lose/Love Theme From Kiss. A banda continua em turnê até abril, quando faz uma pausa para a gravação de Kissin´ Time, o que causa a única briga da banda na gravação de todo álbum. A idéia da gravação da cover de Bobby Rydell – Kissin´ Time é de Neil Bogart (presidente da companhia), a banda é radicalmente contra, mas é convencida a gravá-la. A letra da música é adaptada com nomes das cidades e o single Kissin´ Time/Nothin´ to Lose é lançado em 10/05, chegando à posição 83 nas paradas de singles, e projeta o álbum (mesmo sem a música estar no mesmo!). Juntamente com o lançamento do single, como ferramenta de marketing, a banda lança o tal concurso de qual casal permanece mais tempo beijando.

Em 21/05 a banda toca Firehouse no Programa Mike Douglas Show (também disponível no DVD Kissology Vol 1 - há uma entrevista com Gene Simmons - hilária!) e em 24/05 a banda toca em Portland – Kissin´ Time pela primeira e última vez – novamente a banda considera que a música não funciona nem mesmo ao vivo.

Paul Stanley faz sua tatuagem de rosa em 01/06, na mesma noite em que o show em Winterland – São Francisco é filmado.

O resto da turnê mostra evidentes sinais de cansaço da banda, com Paul tendo um colapso em 19/06 (Georgia) e Gene queimando seu cabelo.

Após uma pequena pausa, a banda inicia uma segunda turnê com Blue Oyster Cult em 05/07, e neste mês há o lançamento do terceiro e derradeiro single do KISS, Strutter/100,000 years que falha em projetar as vendas do álbum. Finalmente, após 18 meses de turnê, a banda faz uma pausa em agosto para gravar HOTTER THAN HELL.

KISS é um álbum com músicas que resistiram ao desafio do tempo. Strutter, Deuce, Black Diamond, Cold Gin, Nothin´ To Lose, Firehouse e até 100,000 Years aparecem com freqüência nos shows da banda até hoje. Por ser o primeiro, e considerado por Paul Stanley, perfeito, a mãe de todos os outros, é como uma declaração de independência. Apesar do baixo orçamento e limitações na gravação do álbum, que refletem um pouco no som, é um álbum indispensável para um fã da banda. Para os autores do post, KISS (principalmente o vinil) tem um sabor especial, talvez tenha sido o primeiro álbum (juntamente com HOTTER THAN HELL) importado que adquirimos e custou o triplo de um álbum comum na época (estava fora do catálogo brasileiro). O CD (remasterizado) foi comprado em outra época, também é importado, já foi mais facilmente adquirido, apesar de ter sido encomendado e ansiosamente esperado. Aliás vamos parar de escrever, pois ficamos com vontade de ouvi-lo. Até o próximo post da Discografia Kiss: HOTTER THAN HELL .

* Produtores: Kenny Kerner & Richie Wise
* Primeiro Single: “Nothin’ To Lose em 29/ 03/74
* Segundo Single: “Kissin’ Time” em 10/05/74
* Terceiro Single: “Strutter” – em ?/07/74
* Participação de Bruce Foster no Piano
* RIAA Gold Certification em 6/8/77
* O Álbum atingiu #87 nas paradas.
* O Álbum relançado em Julho para incluir “Kissin’ Time”
* Primeiro e único álbum distribuído pela Warner Bros. Records

Faixas:
01 - Strutter - 3:10
02 - Nothin’ to Lose – 3:27
03 - Firehouse – 3:17
04 - Cold Gin – 4:22
05 - Let me Know – 2:58
06 - Kissin’ Time – 3:52
07 - Deuce – 3:06
08 - Love theme from KISS – 2:24
09 - 100.000 years – 3:22
10 - Black Diamond – 5:13

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