Eis que mais um aguardado lançamento “vaza” na internet... Com certeza Mike Portnoy deve ter algumas palavras nada carinhosas a respeito disso, conforme pudemos conferir mais uma vez no caso do “polêmico” novo visual da banda (alguém realmente se importa com isso? O que importa não é a música em si?). Pois bem, eis que este lançamento vem pra agradar em cheio aos fãs da banda. Tem tudo o que os seus seguidores mais gostam: músicas longas, arranjos complexos, a tradicional mescla de heavy metal com rock progressivo, dobradas de teclado e guitarra... tudo produzido pela dupla Mike Portnoy e John Petrucci, como sempre, e mixado pelo grande Paul Northfield (notório colaborador do Rush).
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Vamos então para aquelas que ainda não tínhamos até então a oportunidade de ter ouvido: a terceira faixa do álbum é “Wither”, música um pouco mais contida, mas com guitarras bem pesadas, ótimos trabalhos vocais e arranjos de cordas, onde fica demonstrado que se pode ser acessível sem ser comercial ou ruim. Uma bela canção, sem dúvidas, que contrasta e muito com a seguinte, “The Shattered Fortress”, onde Petrucci já começa com um riff arrebentando tudo, contrapondo e “duelando” com Jordan Rudess, sendo que este nos traz um solo de teclado alucinante, para não perder o hábito. Talvez a faixa mais pesada do álbum, mas ainda assim com aquelas famosas variações de ritmos e climas. Mais ao final a banda nos remete às sensacionais “The Root Of All Evil”, do álbum Octavarium, e “The Glass Prison”, do Six Degrees Of Inner Turbulence (sim, essa é mais uma da série de letras que Portnoy vem fazendo sobre seus problemas com o alcoolismo, iniciadas nesta última).
“The Best Of Times”, segundo declarações de Rudess, é uma homenagem ao recém-falecido pai de Portnoy. Após uma longa e bela introdução, temos uma bela balada, que pode chegar a emocionar os fãs mais devotados. Encerrando o álbum, “The Count Of Tuscany” traz uma boa introdução de guitarra à la Brian May (Queen), em seguida descambando para uma sequência instrumental que nos remete a uma mescla do Rush e do Yes dos anos 70, obviamente com alguns toques de metal, como o Dream Theater sabe fazer melhor do que ninguém. Faixa quase que sem vocais, para quem aprecia o ótimo instrumental destes músicos fabulosos.
Em suma, mais um ótimo momento na discografia da banda. Aguardamos agora o lançamento definitivo e oficial, visto que teremos uma versão normal, outra em vinil, e ainda uma “de luxe”, com 3 CDs: este normal, um só com as versões instrumentais das músicas, e outro com seis covers de grandes bandas admiradas pelo quinteto, e que serão aos poucos divulgadas para venda pela gravadora do grupo. Três já saíram: “Stargazer”, do Rainbow; o medley “Tenement Funster/Flick Of The Wrist/Lily Of The Valley”, do Queen; e “Odyssey”, do Dixie Dregs. Quais serão as próximas?
1. A Nightmare To Remember
2. A Rite Of Passage
3. Wither
4. The Shattered Fortress
5. The Best Of Times
6. The Count Of Tuscany
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Conheceu o rock and roll ao ouvir pela primeira vez Bohemian Rhapsody, lá pelos idos de 1981/82, quando ainda pegava os discos de suas irmãs para ouvir escondido em uma vitrolinha monofônica azul. Quando o Kiss veio ao Brasil em 1983, queria ser Gene Simmons e, algum depois, ao ver o clipe de Jump na TV, queria ser Eddie Van Halen. Hoje é apenas um bom fã de rock, que ouve qualquer coisa que se encaixe entre Beatles e Sepultura, ama sua esposa e juntos têm um cãozinho chamado Bono.
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