Já famoso por ser vocalista do Pearl Jam, Eddie Vedder escolheu lançar seu primeiro trabalho solo de uma forma diferente. Aceitou o convite e o desafio de compor e interpretar as canções da trilha sonora do filme “Into The Wild” (no Brasil, chamado de “Na Natureza Selvagem”). Certamente, um jeito incomum de registrar um primeiro disco solo.
Nota: 7 






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Trata-se da história verídica do jovem Christopher J. McCandless, que após se formar na universidade, resolve tornar-se um andarilho rumo ao Alasca. Cansado dos costumes capitalistas da sociedade e saturado com a hipocrisia e as mentiras de sua família (principalmente de seu pai), resolve doar todas as suas economias a uma instituição de caridade e partir para a sobrevivência na natureza selvagem, até alcançar sua meta – o Alasca.
Não dá mais notícias à família e segue seu rumo, encontrando no caminho pessoas de características e qualidades diversas, vivenciando emoções novas a cada dia. Em suma, é a história de um jovem estudante bem sucedido e com uma carreira de futuro, que resolve largar tudo em troca de uma viagem de mochila mundo afora, abrindo mão de seus bens materiais e do convívio em sociedade.
E Eddie Vedder parece acertar nas composições escolhidas para embalar a aventura dramática de Christopher. Mas não espere muito do disco, além de 11 músicas parecidas, deixando no ar um clima de folk music. Com exceção de “Tuolumne”, que é instrumental (de 1 minuto de duração) e “The Wolf”, com apenas alguns gritos de Eddie, o disco é recheado de composições de violão, com letras fortes e adequadas ao filme. Um CD bastante calmo, ideal para se ouvir em momentos nos quais se busca mais tranqüilidade e menos agito.
Como destaque, tem-se as canções “Rise”, “Guaranteed” e “Setting Forth”, essa última lembrando um pouco as baladas do Pearl Jam, que já empolgaram e ainda empolgam muitos fãs em todo o mundo. Mas as principais são, sem dúvida, “Hard Sun”, escolhida para ser o “single” do álbum; e “Society”, música mais marcante do disco, de letras bem colocadas e totalmente adequadas ao contexto do filme. Curiosamente, estas duas faixas são as únicas do álbum inteiro que não foram compostas por Eddie Vedder.
É um CD de pouco mais de 30 minutos, com algumas faixas de duração bastante curta, criadas com a finalidade única de embalar determinadas passagens do filme. Enfim, um cd que talvez faça muito mais sentido para aquele ouvinte que previamente viu e gostou do longa metragem dirigido por Sean Penn. Impossível ver o filme, ouvir o CD e não lembrar das inúmeras paisagens retratadas e das aflições e angústias vividas pelo protagonista (personagem interpretado pelo ator Emile Hirsch).
Aliás, falando em paisagens, vale o registro: o filme tem uma belíssima fotografia e muitas das imagens reproduzidas na telona podem ser vistas no encarte do disco – encarte de extremo bom gosto, diga-se de passagem. Verdadeiros cartões-postais a cada página do encarte.
Para quem gostou do filme, é uma dica de compra, sem dúvida, interessante. Para quem é fã de Eddie Vedder e seus trabalhos com o Pearl Jam, vale como registro, mas não espere músicas muito parecidas com o som tirado pela banda de Seattle. Em resumo: um grande filme com uma boa trilha sonora.
Nacional – Sony/BMG
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Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.
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