Muitos fãs de música em geral têm se cansado da repetição que os discos solo de instrumentistas, cheios de virtuosismos técnicos, vinham se tornando nos últimos anos, após o “boom” do estilo em meados dos anos 80, que se prolongou pelos anos 90. Uma saudável mudança tem ocorrido em muitos casos, e Alberto Rigoni, baixista da banda italiana Twinspirits, é um deles.
Nota: 8 







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Logo de cara, na faixa “The Factory”, podem ser notadas todas essas características. Uma levada “grooveada” no baixo nos leva a outros mais para os lados do hard progressivo e do fusion, com os teclados e guitarras tendo muito destaque no arranjo. O baixão de Rigoni lidera os trabalhos, mas sem excessos. Essa faixa de entrada lembra um pouco a intensidade sonora de bandas como o King Crimson atual e o Niacin (com uma sonoridade no baixo similar à de Billy Sheehan). “Trying to Forget” é um tema mais “low profile”, com Alberto tocando melodias e harmonias em seu instrumento, totalmente sozinho, tirando proveito das potencialidades de um baixo de 6 cordas nesse contexto.
“Glory of Life” tem um ritmo contagiante, com Rigoni repetindo a dobradinha de sucesso com Ermolli, seu companheiro de Twinspirits. “SMS” soa moderna com sua bateria eletrônica pulsante, e um registro médio-grave no baixo muito bem colocado, seja na base ou nos solos. “BASSex” mantém o clima mais acessível, numa clima quase “techno”, com os bem colocados (e sensuais) vocais de Irene Ermolli e um excelente trabalho no baixo, requintado no groove e recheado de harmônicos.
“One Moment Before” é outra bela faixa, mais introspectiva e com flertes com jazz e progressivo (pena que seja muito curta). Uma “cama” de teclados prepara o terreno para o baixo de 6 cordas de Rigoni, que chega a soar como um violão, cheio de sutilezas. O peso marca a faixa seguinte, “Roller Coaster”, que inclui uma formação completa de banda (guitarra, teclado, baixo, bateria) e os vocais com efeitos de Kenny Conte. Como o título denota, uma alternância de momentos.
“Desert Break” é experimental e bem encaixada na tracklist, trazendo variedade ao repertório. Segue-se “Jammin’ On Vocal Drums”, com um ótimo trabalho de Gottardo na guitarra, mesclando influências de jazz, fusion e blues. “Sweet Tears” fecha o disco num clima triste, típico de despedidas. Somente baixo e teclado/piano, numa belíssima composição.
O recado foi dado, e Alberto Rigoni se saiu muito bem em seu CD solo de estréia, cujo único defeito é ser pequeno (35 minutos). Ou não, pois por outro lado fica o gostinho de “quero mais”, o que acaba por aumentar a ansiedade por novos trabalhos do baixista. Como mostrou que se sai bem em diversos estilos (metal, prog, jazz/fusion, techno, música experimental), boa coisa certamente virá pela frente.
Tracklist:
1. The Factory
2. Trying To Forget
3. Glory Of Life
4. SMS
5. BASSex
6. One Moment Before
7. Roller Coaster
8. Desert Break
9. Jammin' On Vocal Drums
10. Sweet Tears
Sites:
http://www.albertorigoni.net
http://www.myspace.com/albertorigoni
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Carioca nascido em 1969, engenheiro por formação e empresário do ramo musical por opção, sendo sócio da D’Alegria Custom Made (www.dalegria.com). Foi co-editor da extinta revista Musical Box e atualmente é co-editor do site Just About Music (JAM), além de colaborar eventualmente com as revistas Rock Brigade e Poeira Zine (Brasil), Times! (Alemanha) e InRock (Rússia), além dos sites Whiplash! e Rock Progressivo Brasil (RPB). Webmaster dos sites oficiais do Uriah Heep e Ken Hensley, o que lhe garante um bocado de trabalho sem remuneração, mais a possibilidade de receber alguns CDs por mês e a certeza de receber toneladas de e-mails por dia.
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