Resenha - Convicção: Dignidade, Respeito e Honra - Sangue Inocente

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Resenha - Convicção: Dignidade, Respeito e Honra - Sangue Inocente


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Vindos de uma escola que mistura o Hardcore com o Metal, o Sangue Inocente debuta com o álbum “Convicção: Dignidade, Respeito e Honra”, trazendo muito peso, letras sempre violentas e a qualidade lá em cima. O grupo já é formado a cerca de dez anos, em Piracicaba, no interior de São Paulo, e chegou agora ao seu primeiro registro.

Nota: 8

O texto representa a opinião do autor, não do Whiplash.Net ou de seus editores.

Imagem
Para o disco, Rick Sega (vocal), Hürsii (baixo), Andrezão e Molera (guitarras) contaram com um reforço de peso tanto na parte instrumental quanto na produção. O experiente Fernando Schaefer assumiu as baquetas nas 12 faixas do disco (apesar de, no encarte, ser creditado como uma participação especial, ele é membro efetivo) e ficou com a tarefa de o produzir, após experiências com a banda Macabra, ou ajudando nos próprios trabalhos de suas inúmeras outras bandas (Endrah, Treta, ex-Korzus, ex-Rodox...)

Desde o começo, em “Traição”, o Sangue Inocente mostra um som muito violento, com influências de bandas tanto do Hardcore, como Hatebreed e Terror, como do Metal, a exemplo do Slayer. Isso resultou em um som que mistura todo o peso do primeiro estilo, principalmente na bateria e no vocal sempre gritado, com a parte mais trabalhada do Metal, vide as linhas de guitarra, sempre caprichadas.

“Sangue nos Olhos” se destaca, com um refrão que gruda na cabeça na primeira escutada, bons riffs e uma baita intro na batera. Aliás, para quem conhece o trabalho do Fernandão, dá para notar logo de cara que é ele na batera – basta prestar atenção nos bumbos sempre velozes, no groove – e que também ele teve um eficiente papel nas composições. Exemplo disso é o fim da faixa, que vai ficando mais cadenciadas, mas ainda mais pesada. Muito bom, mesmo! Na mesma linha tem “Guerra”, com trechos bem intrincados, linhas de guitarra dobradas e ritmos que realmente remetem ao tema.

Outras que vão se destacando são a curtinha “Dignidade, Respeito e Honra”, com backing vocals bem encaixados, e as faixas finais, que parecem ficar cada vez mais brutais: “Ossos Secos” (haja agressividade para escrever uma letra!), “Fogo e Glória”, com uma temática aparentemente mais voltada a um lado cristão da banda e “Sem Punição”, remetendo a uma crítica social.

Encerrando, a única letra em inglês. Se no metal se costuma achar melhor o uso do inglês, parece que no caso do Sangue Inocente, grande parte da personalidade do quinteto fica pelos excelentes berros de Rick Sega em português. Assim, “Mistake” perde um pouco do peso e da agressividade do grupo.

Independente disso, para quem curte essas duas praias, o Sangue Inocente vem para acrescentar e muito na cena. São apenas 28 minutos, mas que apertando o "repeat" vão se multiplicando sem muita dificuldade...

Faixas:
1. Traição
2. Sangue nos Olhos
3. Guerra – Intro
4. Guerra
5. Vingança
6. Dignidade, Respeito e Honra
7. Convicção
8. Ossos Secos
9. Repressão
10. Fogo e Glória
11. Sem Punição
12. Mistakes

Formação:
Rick Sega – vocal
Hürsii – baixo
Andrezão – guitarra
Molera – guitarra
Fernando Schaefer – bateria

http://www.myspace.com/sangueinocente

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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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