Arch Enemy: canções ainda mais diretas e funcionais

Resenha - Rise Of The Tyrant - Arch Enemy

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Por Ben Ami Scopinho
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

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Embora tenha dividido opiniões por apresentar alguns efeitos eletrônicos e não ser tão feroz como no passado, o Arch Enemy fez de "Doomsday Machine" (05) seu registro mais bem-sucedido a nível comercial. E mesmo com toda a repercussão positiva, ainda assim os suecos não se acomodaram e optaram por avançar com sua música por um caminho diferente em "Rise Of The Tyrant", um sétimo álbum que traz canções bem mais diretas e funcionais.
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Com certeza o retorno do produtor Fredrik Nordstrom (Dimmu Borgir, In Flames, At The Gates), que já havia trabalhado com o grupo no passado, teve alguma influência na sonoridade final destas novas músicas. Não vá o leitor pensar que a banda optou por soar como no início de sua carreira. A coisa não é bem assim, tão saudosista... É claro que os antigos elementos estão lá, bem mais evidentes que no disco anterior, mas o que houve mesmo foi um resgate da fúria dos primeiros trabalhos, além de se manter distância das contestadas camadas de efeitos, inclusive os utilizados na voz de Angela, que agora aparece em sua forma natural, crua e letal.

O resultado destas mudanças todas faz com que "Rise Of The Tyrant" transpire vitalidade enquanto a banda continua evoluindo em seu estilo e abandonando muitos dos padrões da cena tradicional do Death Metal Melódico. Novamente o grande ponto alto de um disco do Arch Enemy são os guitarristas e irmãos Amott (sempre eles!!!); a sinergia que a dupla possui é a responsável por praticamente todo o poder-de-fogo das canções e consegue até mesmo ofuscar a atuação da vocalista Angela. É impressionante o quanto o trabalho das guitarras soa pesado e visceral ao oferecer simultaneamente melodias marcantes.

Destaques? Todas as 11 canções. A única que destoa um pouco é a não menos excelente “The Great Darkness”, mas só por apresentar alguns arranjos vocais inesperados. Tudo aqui é ‘somente’ Heavy Metal da mais apurada construção, tanto que "Rise Of The Tyrant" já vem sendo considerado por muitos como um dos melhores registros da já expressiva discografia do Arch Enemy. Totalmente indispensável!

Formação:
Angela Nathalie Gossow - voz
Michael Amott - guitarra
Christopher Amott - guitarra
Sharlee D'Angelo - baixo
Daniel Erlandsson - bateria

Arch Enemy - Rise Of The Tyrant
(2007 - Century Media / Hellion Records - nacional)

01. Blood On Your Hands
02. The Last Enemy
03. I Will Live Again
04. In This Shallow Grave
05. Revolution Begins
06. Rise Of The Tyrant
07. The Day You Died
08. Intermezzo Liberté
09. Night Falls Fast
10. The Great Darkness
11. Vultures

Homepage: www.archenemy.net

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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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