Epica: mais progressivo e mais agressivo

Resenha - Divine Conspiracy - Epica

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Por Ben Ami Scopinho
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

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O Epica vem se mostrando um conjunto aparentemente incansável. Álbuns de estúdio, coletânea, trilhas sonoras... Apesar do bom volume de material, os holandeses vêm mantendo um ótimo padrão de qualidade e novamente conseguem surpreender com seu novo trabalho, “The Divine Conspiracy”, que está chegando agora ao Brasil via Rock Brigade Records, e tem como tema todo o misticismo que envolve a expulsão do homem do paraíso.
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Agora sem o baterista Jeroen Simons – o álbum conta com a participação de Arjen Van Weesenbeek (God Dethroned) como músico de estúdio – os holandeses dão vazão à sua criatividade de forma ainda mais espontânea e apresentam uma sensível mudança em sua sonoridade. Como era de se esperar, os elementos de “The Phantom Agony” (03) e “Consign To Oblivion” (05) se mostram presentes, onde a tradicional rispidez maciça do Heavy Metal convive de maneira harmoniosa com momentos introspectivos, orquestrações, o opressivo clima gótico e ainda com sonoridades orientais.

Mas “The Divine Conspiracy” vai além. No geral tudo está ainda mais sinfônico, com corais bem mais relevantes e tendências progressivas. E a coisa toda continua, pois em oposição a toda esta pompa, o Epica mostra que também se tornou ainda mais agressivo em função das vozes rosnadas e extremas de Marc Jansen terem inesperadamente um espaço muito maior. E é esta mescla contundente de estilos tão antagônicos numa mesma canção, elaborados com aparente facilidade, que se torna o grande ponto alto do disco.

O teclado de Coen Janssen é outro componente importante no nível alcançado pelas novas canções, todas as ambientações são ricas, estão muito bem definidas e organizadas, em especial na obscura “Death Of A Dream (The Embrace That Smothers - Part VII)”.

Todo este novo impacto já fica nítido logo em “The Obsessive Devotion”, muito rápida, pesada e com maior atuação de vozes agressivas; a cacofonia distorcida e orquestrações impressionam também em “Menace Of Vanity”, com ótimos corais. A bonita voz de Simone é o destaque nas baladas “Chasing The Dragon” e “Safeguard To Paradise”; e a sinergia do Epica tradicional surge na pesada “Sancta Terra” e na perfeita faixa-título, com 13 longos minutos onde as orquestrações típicas de trilhas cinematográficas estão entre as melhores de todo o disco.

São mais de 75 minutos do que poderia ser um repertório irrepreensível, mas infelizmente nada é perfeito. “Never Enough” é um chamariz simplório para o público modista tipicamente norte-americano e se destoa de forma negativa no CD. De qualquer forma, esta “manchinha sonora” não impede que “The Divine Conspiracy” seja o trabalho mais bombástico que o Epica produziu até agora.

Apesar de o Gothic Metal aparentemente ter atingido seu limite em termos de inovação, não dá para negar que há alguns discos bem rebuscados sendo liberados por aí. Considerando que neste ano o Tristania, Sirenia e até mesmo o Therion se renderam às necessidades mercadológicas e deram uma amaciada e tanto em suas músicas, é louvável observar que, sob muitos aspectos, o Epica se mantém convicto da força de sua proposta. Ãhnn... Bom, com exceção de apelativa “Never Enough”, é claro.

Formação:
Simone Simons - voz
Mark Jansen - guitarra e voz gutural
Ad Sluijter - guitarra
Coen Janssen - teclados
Yves Huts - baixo
Arjen Van Weesenbeek - bateria

Epica – The Divine Conspiracy
(2007 - Nuclear Blast / Rock Brigade Records – nacional)

01. Indigo - Prologue
02. The Obsessive Devotion
03. Menace Of Vanity
04. Chasing The Dragon
05. Never Enough
06. La‘petach Chatat Rovetz - The Final Embrace
07. Death Of A Dream - The Embrace That Smothers Part VII
08. Living A Lie - The Embrace That Smothers Part VIII
09. Fools Of Damnation - The Embrace That Smothers Part IX
10. Beyond Belief
11. Safeguard To Paradise
12. Sancta Terra
13. The Divine Conspiracy

Homepage: www.epica.nl

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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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