O gaúcho Apocalypse está na estrada desde 1983 e tem na bagagem quatro discos de estúdio, além de um ao vivo e algumas participações em coletâneas. Desde o início apoiado pelo selo francês Musea, especializado em Rock Progressivo, o grupo frequentemente conseguiu boa repercussão nas principais publicações do cenário progressivo no exterior, mesmo com a barreira do idioma, considerando que sempre cantaram na língua portuguesa.
Nota: 8 







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Com uma produção de palco relativamente simples e um público bastante comportado, este é o primeiro registro ao vivo com a nova formação – é a primeira mudança nos últimos 20 anos de atividades. Mesmo mantendo toda a virtuose e sentimento do Rock Progressivo, a idéia aqui foi o Apocalypse dar a seus maiores sucessos uma roupagem mais direta, além destas novas versões agora serem cantadas em inglês. Assim sendo, são poucas as canções em que se observam as longas incursões instrumentais típicas do estilo, e até mesmo os solos individuais estão bastante comedidos, mas não menos emocionantes, em especial o do guitarrista Ruy Fritsch, que dá uma aula de feeling nesta ocasião.
Além do show propriamente dito, há uma seção de fotos, biografia, discografia e amostras sonoras, além de uma pequena entrevista com a banda, dividida em duas partes. E este é o único ponto que deixa a desejar no DVD. É claro que é um apenas um extra, mas o fato é que, além da tal entrevista não estar bem conduzida, as informações ficaram por demais fragmentadas. Num registro como este, poderia (ou deveria?) ter sido planejado uma matéria que abrangesse de forma completa a carreira de uma banda de Rock Progressivo com tanta história para contar, e que é tão importante quanto negligenciada pelo público do Brasil.
“Live In Rio” é um bom registro, em especial pela apresentação ao vivo, cuja edição das imagens está excelente, assim como qualidade do som, que é oferecida nas opções Stereo e Dolby 5.1. São mais de 80 minutos que merecem uma cuidadosa apreciação por parte dos amantes de bandas como Genesis, Yes, Uriah Heep e, principalmente, o Marillion, que é claramente a maior influência por aqui.
Formação:
Gustavo Demarchi – voz e flauta
Ruy Fritsch – guitarra
Magoo Wise – baixo
Eloy Fritsch – teclados
Chico Fasoli – bateria
Apocalypse - Live In Rio
(2007 / Rock Symphony – distribuído pela Hellion Records)
01. Cut
02. South America
03. Refuge
04. Mirage
05. Crying For Help
06. Blue Earth
07. Freedom
08. Magic
09. Waterfall Of Golden Waters
10. Tears
11. Time Traveller
12. Coming From The Stars Medley
13. Peace In The Loneliness
Homepage: www.apocalypseband.com
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Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".
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