Dream Theater: repetir jamais, parecer talvez

Resenha - Systematic Chaos - Dream Theater

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Por Renan Corradini Colber
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

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Repetir jamais, parecer talvez. Este é o Dream Theater atual - fase esta que pode ser considerada a partir do álbum "Six Degrees Of Inner Turbulence" de 2002.
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Agora, com "Systematic Chaos" (2007 - Roadrunner) os norte americanos voltam com bastante peso, melodia, mudanças de andamento e tudo o que a banda já mostrou anteriormente.

Tudo bem, eu falei que eles não se repetem no início desta resenha e reafirmo. Eles não estão se repetindo, estão mantendo uma crescente baseando-se sempre em seu estilo. Nenhuma faixa do álbum remete a qualquer outra já feita por eles - a exceção de "Repentance", que será discutida mais a frente -, mas nem por isso você deixa de reconhecer a banda e sua musicalidade e personalidade.

"In the Presence of Enemies Pt.1" abre o álbum com maestria e com o Prog Metal famoso praticado pela banda. Vigor, solos, melodias que não saem da cabeça estão lá e voltarão à tona em "In the Presence of Enemies Pt.2" que encerra o álbum. James Labrie em uma entrevista falou que elas são continuações uma da outra, mas não estão em sequência no álbum pelo contexto do mesmo, que pedia uma no início e outra no fim. Portanto, o que comentei da "Pt.1" é válido pela "Pt.2" que juntas formam uma música e tanto com aproximadamente 25 minutos. Provavelmente, a melhor do disco.

"Forsaken" é a segunda faixa do disco e podemos ouvir uma influência bastante forte do New Metal de bandas que usam guitarras pesadas e pianos com melodias marcantes, vide Evanescense. Muitos fãs vão torcer o nariz, mas é uma faixa legal que cumpre a parte que "I Walk Beside You" (U2?) cumpriu em "Octavarium".

"Constant Motion" é a seguinte e é impossível não lembrarmos do clássico "Blackened" do METALLICA. Riffs matadores e um puro Thrash Metal complexo e rápido que vai fazer muita gente suar caso tentem coverizar a música. Mais uma vez, os fãs das antigas (ou antigos fãs?) torcerão o nariz, pois aqui ouvimos, primordialmente, o peso e isso também ocorre na faixa seguinte.

Como colocado acima, "The Dark Eternal Night" continua com o peso de "Constant Motion", no entanto colocando uma pitada maior de New Metal e não se esquecendo nunca do Prog Metal que consagrou a banda. Mike Portnoy, como em "Constant Motion", faz muitos backing vocals que em primeira instância podem parecer ruins, mas na essência das músicas se mostram bastante importantes. Portnoy e seu ego trabalham juntos, às vezes para o bem, às vezes nem tanto.

A famosa "saga da cachaça" como já li em alguns fóruns é complementada com a faixa "Repentance". A saga em questão conta sobre os problemas que Mike Portnoy teve com a bebida e com as drogas que quase culminaram com o fim do Dream Theater. Ele abordou a mesma temática nas músicas "The Glass Prison", "This Dying Soul" e "The Root of all Evil", dos álbuns "Six Degrees of Inner Turbulence" (2002), "Train of Thought" (2003) e "Octavarium" (2005), respectivamente. "Repentance" tem uma influência muito forte de PINK FLOYD, e conta com muitas viagens e longas partes que demoram muito para se definir. Com certeza, esta é uma faixa que merece ser ouvida muitas vezes e deve ser entendida contextualmente. No entanto, muita gente vai achar a faixa cansativa e desnecessária. Depois de muitas tentativas, acaba por ser considerada uma boa faixa, mas a pior do disco.

"Prophets of War" traz a forte influência da banda MUSE que o Dream Theater vem demonstrando em seus últimos CDs. Com um refrão que fica em sua cabeça por longas horas, a faixa traz muitos efeitos na voz de Labrie e um ótimo trabalho de backing vocals. Uma ótima música.

Por fim, "The Ministry of Lost Souls". Esta pode ser vista com uma continuação da faixa "Octavarium". Longa e com muitas passagens melódicas e o fim que repete o início com um andamento diferente, a faixa também é muito interessante, mas pode ser vista como uma repetição da já citada faixa do álbum de 2005.

Por fim, pode-se concluir que a banda se manteve onde está desde 2002. Para alguns está cada vez mais no fundo do poço, para outros cada vez mais no topo. A realidade é que o DREAM THEATER é e vai ser sempre o maior nome do metal progressivo de nossa geração. E que venham ao Brasil!

Dream Theater
Systematic Chaos
2007
Roadrunner Records

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Sobre Renan Corradini Colber

Cursando Administração de Empresas na Universidade Presbiteriana Mackenzie, teve seu primeiro contato com o Metal em 1997 quando comprou o álbum Best Of The Beast, do Iron Maiden, na época com 11 anos. De lá para cá escuta de tudo um pouco, mas a raiz se mantém metaleira. De Iron Maiden a Meshuggah passando por Diana Krall, Ray Charles, Hoodoo Gurus, Elvis, Johnny Cash e Bob Dylan.

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