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Resenha - Doomed For Live Reunion 2002 - Candlemass

Nada melhor que a própria casa para um retorno com força total. Que o digam os suecos do Candlemass. Foi justamente neste clima, em 2002, que apesar do frio de Estocolmo os pais do doom metal marcaram a sua volta, com a formação clássica e tudo, e gravaram o ao vivo “Doomed For Live – Reunion 2002”, que chegou ao Brasil em 2006, pela Paranoid Records.

Nota: 9

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

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Como era de se esperar, o álbum dá um show, uma verdadeira aula de doom, com aquele estilo que todos já conhecem de tempos (23 anos, para ser preciso, desde a formação). Vale dizer que “Doomed For Live” tem a boa característica de ser um ao vivo que segue bem o que a expressão significa, o que é frisado pela banda: “Este álbum é muito ao vivo, porra!!!”, diz o encarte. E isso é bem perceptível enquanto se ouve. O instrumental pesado e carregado, com toda a cadência do doom, é muito bem executado, liderado pelo baixista e compositor Leif Edling e contando ainda com os guitarristas Mats Björkman e Lars Johansson e o batera Jan Lindh.

Mas o destaque com certeza é o vocalista Messiah Marcolin, que em suas idas e vindas, anunciou este ano mais uma saída da banda, portanto fora do próximo lançamento, intitulado "King of the Grey Islands" (com o vocalista Robert Lowe, do Solitude Aetumus, e previsto para junho). O cara tem um daqueles vocais com uma identidade singular e que marcam muito o som da banda. Não é diferente aqui, onde ele ainda figura na capa com sua tradicional roupa de monge, cantando muito e esbanjando carisma junto aos fãs.

O set list foi bem escolhido, mas também não poderia deixar de abordar os maiores clássicos do grupo, desde o começo, com “Mirror Mirror” e “Bewitched”, passando por outras excelentes, e, por fim, cobrindo todas as seis faixas do álbum pai do doom metal, “Epicus Doomicus Metalicus”, como o encerramento com “Solitude” e “Crystal Ball”. Tudo impecável, com muita garra e interação com o público.

Depois deste ao vivo, os suecos ainda lançaram um álbum de inéditas com esta formação, com o simples nome de “Candlemass”. Apesar do excelente trabalho, houve uma nova dissolução, mas no fim de 2004 aconteceu a segunda reunião e a promessa de mais um disco de inéditas. Com a saída de Messiah, resta esperar por “King of the Grey Islands”. Enquanto ele não sai este excelente “Doomed for Live” com certeza ajuda bastante a amenizar a expectativa.

CD 1
1. Mirror Mirror
2. Bewitched
3. Dark Are the Veils of Death
4. Demons Gate
5. Under the Oak
6. At the Gallows End
7. Samarithan
8. Dark Reflections
9. Mourners Lament
10. Black Stone Wielder

CD 2
1. Well of Souls
2. Sorcerers Pledge
3. Bearer of Pain
4. Ancient Dreams
5. Somewhere in Nowhere
6. Solitude
7. Crystal Ball

Formação:
Messiah Marcolin – vocal
Mats Björkman – guitarra base
Lars Johansson – guitarra solo
Leif Edling – baixo
Jan Lindh – bateria

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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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