Fraco. Dolorosamente enjoativo. Insuportavelmente óbvio. São as primeiras coisas que vêm à mente ao ouvir “Dominion Gate”.
Nota: 6 





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E é até chato constatar que têm potencial. Alex Hilbert e Franck Milleliri possuem algum talento, e entregam riffs, solos e bases fortes com freqüência – “Heretic”, por exemplo. Porém, isto é muito pouco para salvar o resto.
Quando apostam no mais simples, extremo e direto, o resultado é consideravelmente melhor. Contudo, a insistência em serem demasiado épicos, naquele tom grandiloqüente, recheado de corais, teclados e climinhas pomposos, estraga tudo. Assim como o vocal de Jo Amore, sempre dramático, carregado, alongando-se em ecos e contorcionismos desnecessários, profundamente irritante.
O Nightmare força demais, adentrando-se em caminhos já trilhados por bandas melhores, mais competentes e equilibradas. São, no fundo, um pastiche – piorado – de tudo que o power metal europeu sempre fez. Não havendo ouvinte com uma cultura musical de abrangência razoável que agüente. E mesmo os apreciadores mais exigentes do metal melódico terão facilidade em encontrar os defeitos – daí a contentar-se varia de cada um.
Tudo aqui é exagerado, floreado e gorduroso. O CD é longo. 65 minutos que não justificam sua existência. A concepção gráfica, letras e a participação de convidados também é sintomática.
Não tem jeito. A saída para o Nightmare é ser menos pomposo e mais objetivo. Estar mais para Napoleão Bonaparte que para Luís XV.
Boa sorte a eles.
Site Oficial: www.nightmare-metal.com
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Maurício G. Angelo odeia definições. Acha que não entende nada de música, mas o suficiente. Pseudo-jornalista, pseudo-crítico e pseudo-escritor. Não gosta de explicar ironia. Escreve no Whiplash! desde 2003. Colaborou para uma série de veículos, como a revista Roadie Crew e os sites Rock Press, Duplipensar e Simplicíssimo. Ouve tudo aquilo que lhe interesse: do blues ao metal extremo, passando pelo pop, progressivo, clássico, jazz, eletrônico e MPB. Peca pelo tesão, nunca pela inércia. Alfabetizado, chato, detalhista e exigente: está continuamente tentando aprender a ler, e tem orgulho disso. Passou bons momentos ao lado de Rubem Braga, George Orwell, Pink Floyd e tantos outros. É apaixonado por palavras, pelo som e pelo silêncio. Erra muito. Muda mais ainda. E se permite ser hiperbólico, às vezes.
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