Resenha - Master Of The Rings (Expanded Edition) - Helloween

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Resenha - Master Of The Rings (Expanded Edition) - Helloween


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Podem tecer várias críticas a Andi Deris como vocalista do Helloween: que ele não tem vocal para as performances ao vivo, que suas vocalizações nos sons antigos são pífias e insossas e que o mesmo mal consegue segurar as linhas das músicas de sua era. Até este que vos escreve já perdeu a paciência com nosso amigo Andi quando do show do Helloween em 2006, ocasião em que o cantor abusou e exagerou nos falsetes. Mas negar sua importância para o renascimento do Helloween depois dos controversos (mas nem de longe ruins) “Pink Bubbles Go Ape” e “Chameleon” seria uma mentira cruel e injusta. A bem da verdade, Deris é um dos responsáveis pelo Helloween estar na ativa até hoje, e este pacote de relançamentos da Sanctuary Records, que envolve os CD’s num simples mas bonito “slipcase” e traz todas as faixas lançadas no período de cada álbum não ficaria completo sem este que, na opinião deste redator e de muitos fãs, é mais “Keeper” do que o próprio “Keeper Of The Seven Keys: The Legacy”.

Nota: 9

O texto representa a opinião do autor, não do Whiplash.Net ou de seus editores.

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Em 1993 o Helloween vivia um hiato: “Chameleon”, embora seja um bom CD, não foi bem recebido. O contrato com a gravadora EMI foi rompido, e de lambuja a banda perdeu Ingo Swichthrenberg (batera), que lutava conta as drogas e problemas crônicos de saúde, e o vocalista Michael Kiske, a voz da banda, por divergências pessoais. O futuro parecia negro para a abóbora mais quente do metal, até que foram anunciadas as entradas de Uli Kusch (ex-Gamma Ray, e que segundo consta saiu por ter traçado a então esposa de Kai Hansen) e o vocalista Andi Deris (Pink Cream 69).

De cara vamos parar com qualquer comparação entre Deris e Kiske. Não há como estabelecer parâmetros para tal. Deris é um cantor de hard, com voz bem mais rasgada, enquanto que Kiske é especialista em heavy metal, com agudos potentes. Logo, não tem o que comparar entre os dois. Uli é um bom baterista e substituiu Ingo com méritos. Partindo desses preceitos, podemos dizer que o Helloween voltou com tudo, num álbum que ainda trazia parte dos experimentos hard/pop de outrora, mas desta vez movidos a fortes riffs (a dupla Weikath/Grapow vivia seu ápice de inspiração).

A intro “Irritation (Weik Etitude 112 In C)” já tirava um sarro das famosas intros que o Helloween usava e abusava nos “Keepers” (olhem as similaridades), abrindo espaço para a pancadaria de “Sole Survivor” e “Where The Rain Grows”. Riffs com garra, vocais fortes e solos majestosos davam a tônica de uma banda que precisava se re-erguer. “Why?” seria a pérola hard trazida por Andi Deris, música fácil, assimilável e agradabilíssima (deveria ter sido single), seguida pela climática “Mr. Ego (Take Me Down)” (obra prima de Grapow) e a pop “Perfect Gentleman” (para muitos a “Dr. Stein” do CD).

O típico power/speed do Helloween voltava com tudo nas ótimas “The Game Is On” e “Still We Go” (uma afirmação de que a banda estava com tudo), enquanto “Secret Alibi” e a balada “In The Middle Of A Heartbeat” remetiam ao lado mais hard/pop. Quando a Deris e Kusch, os caras arrebentaram, com performances de alto nível, o que elevou a força da banda.

Como bônus temos um segundo CD com covers matadores para “Cold Sweat” (Thin Lizzy, ótima para a voz de Andi), “I Stole Your Love” (Kiss, influência confessa de Andi), “Closer To Home” (Marc Farmer, T.Rex) e as inéditas “Silicon Dreams” (composta pelo baixsta Markus), “Can’t Fight Your Desire” (poderia estar em “Chameleon”, sendo mais pop) e “Star Invasion”, além de um momento instrumental entitulado “Grpowski’s Malmsuite 1001” (aonde Roland trazia a tona sua grande influência, precisa dizer quem é?).

O único senão deste relançamento é que os singles já foram disponibilizados no mercado até com certa facilidade, e que alguns anos depois seria lançada uma versão dupla do álbum, contendo as mesmas músicas. No mais, uma interessante entrevista com Michael Weikath, aonde o mesmo conta detalhes do CD e admite que essa deveria ser a terceira parte da saga “Keeper” (leia o livreto e você entenderá o porque), fato que é ratificado pelo conteúdo musical do mesmo. O Helloween com uma formação nova conseguiu algo que a banda, anos depois, tentaria fazer em seu mais recente CD sem sucesso: resgatar a vibração dos “Keepers” sem soar forçada ou exagerada. Vale a pena conferir, se você não tiver tudo o que foi lançado.

2006 – Sanctuary Records (IMPORTADO)

Site Oficial: http://www.helloween.org

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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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