Que pancada! É a primeira impressão que se tem ao colocar esse CD pra rodar. Os mais desatentos podem até pensar que começaram a tocar o disco lá do meio. Mas não é assim. A esse peso dá-se o nome de sinKing.
Nota: 9 








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À primeira ouvida, “New Trinity” mostra uma mescla de elementos e de preferências que vêm a favorecer a linha thrash metal proposta pela banda. Machine Head, Pantera e até algo de new metal são alguns dos ingredientes que fazem do sinKing um grupo interessante. Isso porque onde centenas de bandas falham em dosar suas influências – de forma que, de um lado, algumas terminem virando simplesmente cópias, e, de outro, que algumas terminem criando um samba do crioulo doido que de metal só fica a intenção – o sinKing acerta em cheio. Esse álbum tem um encaminhamento que deixa pouco a desejar, mostrando um trabalho sólido e de competência. Na verdade, é no mínimo curioso constatar que “New Trinity” foi lançado de forma independente. Uma produção como essa não dá as caras em qualquer disco, muito menos em qualquer banda.
“Thrill Through the Spine” é a primeira faixa do disco, abrindo com um safanão bem na cara do ouvinte. E continua assim: “New Trinity” não possui aquele ritmo de evolução do leve para o pesado de acordo com o fluir de suas faixas. É um composto maciço que põe-se à frente do fã e só sai depois que a última faixa do disco já tiver tocado e quando a cabeça houver esfriado. Em meio à avalanche thrash que permeia esse disco, achamos pérolas como “Lies Kill Lies”, “This Could Get Burned”, “Standing in a Riot” e “Revenge is Coarse”. São músicas peculiares, com trechos completamente destoantes da pancadaria que se alastra a cada minuto, mas que ao mesmo tempo conseguem formar uma rede sonora coerente, dando a “New Trinity” uma cara única. Ouça as linhas limpas e os solos inspiradíssimos de “Lies Kill Lies” e de “Revenge is Coarse” e você vai saber do que estou falando.
“New Trinity” é um disco sem rodeios, direto ao ponto. Isso não é necessariamente uma coisa ruim: apenas mostra que o grupo sabe o que quer. “New Trinity” é mais do que influências, é a cara de uma banda que acaba de lançar âncora em meio ao mercado thrash metal. Se seu futuro for tão promissor quando este álbum promete, o tempo de vacas gordas ainda vai durar muito para o conjunto.
Gravadora: ForkWork Records (http://forkwork.fi)
Ano de Lançamento: 2006
Faixas:
01. Thrill through the Spine
02. Stay
03. Lies Kill Lies
04. This Could Get Burned
05. Reborn Beast
06. Shakes
07. Standing in a Riot
08. Revenge is Coarse
09. Balls for Bowling
10. …and the Devil Laughed
11. Pulse
Integrantes:
Mikko Paulin – voz
Kimmo Länsikylä – guitarra
Ville Koskinen – guitarra
Topi Ilmarinen – baixo
Aki Kuusinen – bateria
Website: http://www.sinking1.com
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Nascido ao fim dos anos 70 e adolescido em meio ao universo metálico, Haggen Heydrich Kennedy já trabalhou e atuou numa vultosa gama de atividades, como o jornalismo, o desenho, a informática, o design e o ensino, além de outros quefazeres. Atualmente vive em Atenas, Grécia, onde estuda História, Arqueologia e Grego Antigo na Universidade de Atenas. A constante nesse turbilhão de ofícios, todavia, sempre constituiu-se de dois fatores: as línguas (ainda hoje trabalha com tradução e interpretação) e a música - esse último elemento, definitivo alimento espiritual.
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