"Nada vai se colocar entre nós e nosso fãs, e será a morte antes da desonra – nós somos o Iron Fucking Maiden!" Este foi Bruce Dickinson, falando debaixo de uma chuva de ovos e detritos no Ozzfest do ano passado, em San Bernardino, Califórnia, durante um dos incidentes mais controversos e infames da história recente do rock. Isso, meus amigos, é um líder de uma banda.
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Enquanto o Maiden respeitavelmente se distanciava da idéia de sabotagem do seu show naquela noite, eles se mantiveram num clima de combatividade desde então. Se você achou que as novas músicas destes veteranos do Metal Inglês os mostrariam mais calmos, ‘A Matter Of Life And Death’ irá mostrar o que é o Iron Maiden, alto, agressivo e memorável. Embora não seja um álbum conceitual, guerra e o mau uso da religião para justificar conflitos é uma constância, desde a capa até as letras. A guerra é um tema que o Maiden já utilizou várias vezes anteriormente, mas nunca com um propósito, com tanto realismo como eles fazem neste disco.
Esquecendo o inapropriado single ‘The Reincarnation of Benjamim Breeg’ – este álbum conta com faixas como ‘The Longest Day’ e ‘These Colours Don’t Run’, uma maliciosa referência a outros comentários de Bruce naquela desagradável noite em San Bernardino. A música conta com um refrão daqueles que podem ser cantados por todos numa arena com os punhos levantados, uma batida marcial de bateria e um envolvente final.
‘For The Greater Good Of God’ vai por um outro caminho, demonstrando uma orquestração épica. Os tempos mudam e o solo de guitarra de três partes viajam de orelha a orelha, e varia em velocidade, tom e intensidade. É um outro clássico do Maiden que não compromete o peso ao alcançar os 9 minutos de música. ‘The Pilgrim’ e a faixa de abertura ‘Different World’ são imediatamente reconhecidas pelo rockers tradicionais, enquanto a balada ‘Out Of The Shadows’ desenha uma performance intocável dos vocais de Dickinson, lembrando o seu hit solo ‘Tears Of The Dragon’.
Os fãs do Maiden irão se revelar no galope de ‘Brighter Than A Thousand Suns’, com o baixo de Steve Harris bem mais alto, enquanto a última faixa ‘The Legacy’ – conclui o tema de que guerra gera mais guerra – contando com as guitarras sendo tocadas juntamente com sons de filmes e violões.
Mesmo que ‘A Matter Of Life And Death’ talvez seja muito ambicioso para alguns gostos, este álbum mantém vivo tudo o que os antigos fãs do Iron Maiden amam. O peso, as mudanças de tempo, a incrível musicalidade, a grandiosidade teatral.
Levantem suas bandeiras, novamente.
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Um carioca apaixonado pela boa música que no momento está cursando o 5º período de Publicidade na PUC-Rio. Teve seu primeiro contato com o rock ainda na infância, quando sua irmã colocava os discos de Iron Maiden e Pantera no toca-fitas de sua casa. Nos últimos anos, tem se dedicado inteiramente à música e à guitarra. Sua banda favorita é Metallica e também é fã incondicional de Zakk Wylde, Steve Vai e John Petrucci. Escuta de tudo um pouco, desde Madonna até Sepultura. Espera que um dia o Metallica ainda venha fazer um show no Brasil e não tem vergonha em dizer que chorou no show do Black Sabbath, em 2004, no Ozzfest.
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