Uma noite, enquanto descansava de suas apresentações na Europa, Marilyn Manson resolveu dar uma passadinha na Suécia. Lá chegando, foi ao principal bar de rock do país e, entre uma cerveja e outra, conheceu os caras do Gemini Five, em pleno processo de gravação do seu novo disco. Já meio bêbados, eles acabaram ficando amigos. Daquele tipo de amizade que qualquer mesa de boteco permite. E do meio das piadas sobre a mulherada do local, veio o convite: "ei, que tal se você produzisse o nosso álbum?". Manson topou na hora. E assim nascia Black Anthem.
Nota: 3 


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Babylon Rockets não era perfeito, mas era bem divertido, com ares de juventude, com energia, com força de vontade e, principalmente, com uma elogiável autenticidade. Em Black Anthem, o que se pode ouvir deste quarteto da Suécia é uma tentativa forçada de parecer moderninho, metido a gótico, talvez em busca das fãs do Evanescence. O som mudou, o visual mudou, até as letras mudaram. Tudo ficou mais dark, mais sombrio, enaltecendo amores perdidos e segredos sinistros. E não colou. Ficou com uma inegável cara de picaretagem.
Já na intro, "Babylon K:A:O:S", o ouvinte sente o que vem pela frente. E logo na primeira faixa, "Flesh For Fantasy", os efeitos e a voz modificada eletronicamente de Tin Star soam totalmente como Manson, sem tirar e nem pôr. E o frontman segue assim até o final, alternando momentos que lembram o "antichrist superstar" com entonações que remetem a Scott Weiland, do Velvet Revolver (em "Bring On The Monkey" ou "Heaven Come Undone", por exemplo). Tudo completamente artificial.
"Insane is Sane", a faixa de número 9, até que joga uma luz de interesse sobre o material, materializando um hard rockão poderoso e cheio de potencial. Ôpa. Mas neste ponto, "Black Anthem" já está próximo do final, e a coisa não parece disposta a melhorar até lá. E com a baladinha anti-climax "Silent Night", encerra-se um álbum que deveria consolidar a carreira internacional destes superstars suecos - mas que, ao contrário, só revela um grupo ainda confuso e sem muito a acrescentar. Uma pena. Quem sabe na próxima.
Ah, sim, é necessário que se faça uma última ressalva: ter um encarte bem trabalhado e uma embalagem bacana são dois dos principais motivos que levam alguém a adquirir um CD original, não? Pois é. Assim sendo, "Black Anthem" é um fortíssimo candidato a pirataria. Definitivamente, é um dos encartes mais feios que eu já vi - com fotos parecendo JPEG estourados, efeitos banais típicos do designer que acaba de conhecer o Photoshop e logomarca que poderia muito bem ter surgido no jurássico Paintbrush. Simplesmente horroroso.
Line-Up:
Tin Star - Vocalista e Guitarrista
Snoopy - Guitarrista
Hot Rod - Baixista
Slim Pete - Baterista
Tracklist:
1. Babylon K:A:O:S
2. Flesh:For:Fantasy
3. When the body speaks
4. Bring on the Monkey
5. Heaven come undone
6. You lead me to madness
7. Black:Anthem
8. Making Love Song
9. Insane is Sane
10. Second II None
11. Love Venus
12. Sinners Parade
13. Silent Night
Gravadora:
Hellion Records (www.hellion.com.br)
Site Oficial:
http://www.geminifive.com/
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Thiago Cardim é publicitário e jornalista. Nerd convicto, louco por cinema e histórias em quadrinhos. Vegetariano por opção, banger de coração. É apaixonado por Queen e Blind Guardian. Mas também adora Aerosmith, Kiss, Anthrax, Stratovarius, Edguy, Manowar, Rhapsody, Mötley Crüe, Europe, Scorpions, Sebastian Bach, Michael Kiske, Jeff Scott Soto, System of a Down, The Darkness e mais uma porrada de coisas. Dentre os nacionais, curte Velhas Virgens, Matanza, Sepultura, Tuatha de Danaan, Tubaína, Ira! e Premê. Escreve seus desatinos sobre música, cinema e quadrinhos no mundodeelcid.blogspot.com.
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