Dizia uma música popular brasileira de antigamente que “panela velha é que faz comida boa”. Quem é da minha geração, mesmo não gostando, certamente escutou isso quando criança, seja na televisão, seja na velha vitrola do pai. Depois de ouvir este álbum do Alice Cooper, fico com uma certeza enorme de que esta frase tem lá a sua razão de ser.
Nota: 9 








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Um Hard Rock no melhor estilo anos 70 pode ser percebido na maior parte do álbum, vindo a agradar em cheio os fãs do incansável Cooper. Se alguém apostou que o Alice não apresentaria mais nada que soasse como seus clássicos antigos, errou feio. Ele busca com este álbum uma volta às suas raízes, depois ter “flertado” com uma sonoridade mais pesada nos discos lançados no início desta década - Brutal Planet e Dragontown.
Inúmeros são os destaques deste cd avaliado. “Perfect”, “You Make Me Wanna” e “Sunset Babies (All Got Rabies)” trazem à tona um Hardão Setentista, com um instrumental bem trabalhado. A faixa título também é muito interessante, iniciando-se com um som que transmite um certo clima de filme de suspense. E tem ainda “Steal That Car”, outra ótima música do cd, marcada por um Rock direto e sem frescuras.
“The Saga Of Jesse Jane”, “Pretty Ballerina” e “Six Hours” são as mais calmas do disco, com um ritmo bastante cadenciado e letras que se encaixam muito bem com a sonoridade apresentada, estando as três estrategicamente distribuídas no álbum, mescladas com outras mais rápidas.
As únicas músicas que destoam do restante do álbum são “Run Down The Devil” e a faixa bônus “Stand”. A primeira porque se aproxima de um Hard Rock industrial que caberia até mesmo em um disco do Marilyn Manson; e a segunda porque traz inserções de Rap, mostrando-se totalmente dispensável, perto da qualidade das demais.
Enfim, Alice Cooper pode ficar tranqüilo, pois se a vontade dele era mostrar algo semelhante à sonoridade que marcou sua carreira de mais de 30 anos, Dirty Diamonds foi um tiro certeiro: trouxe um Hard Rock clássico sem abusar na dose de modernidade (erro que muitas bandas das antigas cometem e por isso acabam trocando os pés pelas mãos, com lançamentos “caça-níqueis” de má qualidade).
Pelo belo trabalho que fizeram no disco, importante indicar, por fim, o nome dos músicos que acompanham Cooper: Ryan Roxie (guitarra), Damon Johnson (guitarra), Chuck Garric (baixo) e Tommy Cufetos (bateria).
Conclusão: compre o disco sem medo de errar.
Nacional – Spitfire Records/ST2
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Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.
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