Resenha - Damage Case - Lemmy

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Por Rodrigo Werneck
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

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Fazendo jus aos cerca de 40 anos de carreira (e 60 de idade) do lendário Lemmy, a Sanctuary acaba de lançar um caprichado CD duplo contendo uma completa retrospectiva cobrindo seus trabalhos mais importantes entre 1966 e 2005, assim como um encarte com várias fotos e texto cronológico.
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Ian Fraser Kilmister, mais conhecido pelo seu apelido de infância Lemmy, é uma instituição do rock inglês e mundial. Convertido ao rock’n’roll no final dos anos 50 após ouvir Little Richard, Lemmy decidiu ser músico profissional ao assistir,aos 18 anos de idade, a um show dos Beatles no lendário Cavern Club. Sua primeira banda de algum renome foi a The Rockin’ Vickers, que aparece nesta coletânea com 3 faixas gravadas em 1966, no estilo característico do movimento “beat”. Nela, Lemmy ainda tocava guitarra, e todos os integrantes se apresentavam ao vivo usando coleiras de cachorro no pescoço e chapéus felpudos finlandeses(!!).

Com a chegada de Jimi Hendrix à Inglaterra, nesse mesmo ano de 1966, Lemmy largou os Vickers e se tornou roadie da banda de Jimi por um tempo. Ele podia assim assistir de graça a vários shows de Hendrix, além de ser o responsável pelo fornecimento à banda de substâncias, digamos assim, ilegais. O impacto de Hendrix fez com que Lemmy se mudasse para Londres e se juntasse a Sam Gopal, num trabalho recheado de psicodelismo, bem em voga no fim dos anos 60. Do disco de Gopal, estão presentes nesta coletânea 2 faixas, que mostram o som pesado e psicodélico que Lemmy começava a fazer, e que evoluiria com seu trabalho no sensacional Hawkwind.

O Hawkwind foi a primeira grande banda da qual Lemmy fez parte, entre os anos 1971 e 1975. Grandes clássicos psicodélico-progressivos foram gravados com ele, já no baixo e eventuais vocais, como “The Watcher”, “Silver Machine” e mesmo “Motorhead” (todas incluídas neste CD duplo), sendo esta última uma composição de Lemmy que viria a dar nome à sua futura e definitiva banda. “Motorhead”, por sinal, é uma gíria que significa “maníaco por velocidade” nos EUA.

Após sair do Hawkwind em 75, Lemmy resolveu montar um trio, que iria se chamar Bastard mas que acabou sendo denominado Motörhead, como citamos acima. Contando com o guitarrista Fast Eddie Clarke e o baterista Philthy Animal Taylor como comparsas, Lemmy iniciou uma jornada de sucesso que já se estende por mais de 30 anos. Entre as músicas do Motörhead incluídas nesta compilação, estão “Damage Case” (que dá título a este disco), “Iron Horse/Born To Lose”, “Killed By Death” (já da fase com os guitarristas Wurzel e Phil Campbell e o baterista Pete Gill, ex-Saxon), “1916” (que mais parece saída do disco “The Final Cut”, do Pink Floyd!), “Hellraiser” (composta junto a Ozzy Osbourne e Zakk Wylde, e que foi também gravada por eles no disco “No More Tears”, de Ozzy), “R.A.M.O.N.E.S.” (um tributo à banda punk nova-iorquina), e até mesmo um arrebatador cover para “Whiplash”, do Metallica! Aliás, outros covers gravados por Lemmy estão aqui presentes, como “Enter Sandman”, do mesmo Metallica, numa versão explosiva, assim como “The Trooper” do Iron Maiden, “Ballroom Blitz” do The Sweet, gravada por Lemmy junto ao The Damned, e ainda “Tie Your Mother Down”, do Queen, e “Thirsty And Miserable”, do Black Flag.

Entre os vários projetos dos quais Lemmy participou, está a banda “Headgirl”, nada mais que uma junção do Motörhead com o Girlschool, esta uma banda composta só de mulheres. Deste projeto, foi incluída a faixa “Please Don’t Touch”. Entre os outros projetos lembrados estão o dueto de Lemmy com Wendy O. Williams, cantora do Plasmatics, na música “Stand By Your Man”; 2 músicas do projeto Lemmy & The Upsetters, que incluía em suas fileiras o guitarrista Mick Green, ex-The Pirates e que andou tocando com Paul Macartney há pouco tempo atrás; e uma música do Probot, projeto liderado por Dave Grohl, do Foo Fighters (e ex-Nirvana).

Resumindo: um disco indispensável para aqueles que admiram o trabalho incansável de Lemmy durante os últimos 40 anos. O CD duplo aqui resenhado é eclético, abrangente (o que é difícil, levando-se em consideração a quantidade de projetos dos quais Lemmy já participou), e mostra que a influência e o reconhecimento de Lemmy no cenário do rock pesado (principalmente) são mais do que merecidos. Como disse Dave Grohl: “Que se danem Elvis e Keith Richards. Lemmy é o rei do rock’n’roll!”.

CD 1

1. The Rockin' Vickers - Dandy
2. The Rockin' Vickers - I Don't Need Your Kind
3. The Rockin' Vickers - It's Alright
4. Sam Gopal - The Dark Lord
5. Sam Gopal - Escalator
6. Hawkwind - The Watcher
7. Hawkwind - Silver Machine
8. Hawkwind - Motorhead
9. Motörhead - Damage Case
10. Lemmy with The Damned - Ballroom Blitz
11. Motördam – Over The Top
12. The Young And Moody Band - Don't Do That
13. Motörhead - Iron Horse/Born To Lose
14. HeadGirl - Please Don't Touch
15. Lemmy with Wendy O. Williams - Stand By Your Man
16. Lemmy with Wendy O. Williams - Masterplan

CD 2

1. Motörhead - Killed By Death
2. Lemmy & The Upsetters with Mick Green - Blue Suede Shoes
3. Lemmy & The Upsetters with Mick Green - Paradise
4. Motörhead - 1916
5. Motörhead - Hellraiser
6. Lemmy - Tie Your Mother Down
7. Lemmy With The Ramones - R.A.M.O.N.E.S.
8. Lemmy - Enter Sandman
9. Lemmy, Slim Jim Phantom & Danny B. Harvey - Matchbox
10. Lemmy, Slim Jim Phantom & Danny B. Harvey - Big River
11. Lemmy, Slim Jim Phantom & Danny B. Harvey - Learning The Game
12. Lemmy – Thirsty And Miserable
13. Probot feat. Dave Grohl - Shake Your Blood
14. Motörhead - Whiplash
15. Lemmy & Phil Campbell with Rocky George – The Trooper

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Sobre Rodrigo Werneck

Carioca nascido em 1969, engenheiro por formação e empresário do ramo musical por opção, sendo sócio da D’Alegria Custom Made (www.dalegria.com). Foi co-editor da extinta revista Musical Box e atualmente é co-editor do site Just About Music (JAM), além de colaborar eventualmente com as revistas Rock Brigade e Poeira Zine (Brasil), Times! (Alemanha) e InRock (Rússia), além dos sites Whiplash! e Rock Progressivo Brasil (RPB). Webmaster dos sites oficiais do Uriah Heep e Ken Hensley, o que lhe garante um bocado de trabalho sem remuneração, mais a possibilidade de receber alguns CDs por mês e a certeza de receber toneladas de e-mails por dia.

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