Quando “Rough Justice” começa a tocar, um profundo alívio toma conta dos ouvintes: são os Rolling Stones que todos gostamos e que todos queremos, e o resultado final da audição do disco é exatamente essa.
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Esperei uma semana para escrever a essa resenha, com medo de me deixar levar pela emoção e empolgação de estar ouvindo um novo disco dos Stones. Mas confesso que mesmo passando uma semana da primeira audição, a empolgação e emoção foram as mesmas.
Como não se sentir transportado para o álbum setentista “Some Girls”, ao ouvir a primeira música do álbum? Como não derramar lágrimas no decorrer do primeiro single “Streets of Love”? Esses são apenas alguns dos muitos atrativos do álbum, que sem medo de errar, é o melhor desde “Tattoo You” de 1983.
Além de Rocks arrasadores que chegam perto dos grandes clássicos dos Stones, como é o caso de “Rough Justice”, “Oh No, Not You Again” ou “She Saw me Coming”, a banda ainda relembra suas raízes ao destilar o groove-funkão-setentista “Rain Fall Down”, ou no caso do blues “Back of My Hand”, onde nós temos a impressão de que o próprio Robert Johnson dá as caras, com direito a um sotaque forjado de Mick Jagger e tudo.
As músicas trazem melodias fáceis de serem cantadas, e mesmo após a segunda audição, elas acabam nos parecendo velhos hits da banda.
É legal também ver composições mais politizadas, como é o escracho público que eles aprontaram em “Sweet Neocon”.
Não há contras nesse disco, a voz de Mick Jagger está melhor que nunca, as guitarras de Keith são de arrepiar, a cozinha com o sereno Chalie Watts e Ron Wood está perfeitamente sincronizada.
Os Stones chegaram a um ponto nunca alcançado por nenhuma outra banda, e mesmo assim, ainda tem o frescor de uma banda em seu início, apresentando um disco maravilhoso como esse, que possivelmente será apontado como o disco de Rock do ano.
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Analista de Sistemas, Pós-Graduado em Análise, Projeto e Gerência de Sistemas na PUC-RJ, Professor Universitário, Compositor, Crítico Musical, editor do site www.galeriamusical.com.br, ex-integrante da banda de rock Projeto:Paradoxo, essas são algumas das principais atividades as quais divido o meu tempo. Tenho 32 anos e sou fanático por música desde bem pequeno. Comecei a colecionar discos, ainda na época do vinil, em 1986, com o álbum Abbey Road dos Beatles. Esse foi o primeiro passo para uma coleção que hoje abrange cerca de 1000 discos de vinil, 100 compactos, 3000 cds, 500 DVDs, além de K7s e fitas VHS. Para um contato mais direto envie-me um e-mail, o qual será respondido muito em breve. Não deixe de dar a sua opinião sobre as matérias aqui publicadas.
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