Quem acreditou que após a morte de Freddie Mercury, os remanescentes Brian May (guitarra) e Roger Taylor (bateria) não iriam usar mais o nome Queen se enganou profundamente (exeção feita ao baixista John Deacon). Passados 14 anos da morte de Mercury, e inúmeras coletâneas, DVDs, participações especiais, e após muitas especulações sobre quem iria cantar na banda (George Michael, Elton John e Jeff Scott Soto foram alguns dos nomes), eis que o duo May / Taylor volta a ativa com o nome de “Queen plus Paul Rodgers”, tendo como vocalista o carismático líder do Free / Bad Company. Inicialmente pensava-se que o trio iria apenas tocar músicas do Queen, mas na verdade até que eles mantiveram o respeito pela memória de seu eterno vocalista, a começar pelo nome, que mostra que Rodgers, por mais que seja talentosíssimo, jamais poderá ocupar oficialmente o posto de um dos maiores (senão o maior) “frontmans” do rock and roll.
Nota: 10 









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Rodgers inicia os trabalhos sozinho em “Reaching Out”, mas rapidamente May e Taylor juntam-se a ele para “Tie Your Mother Down”, “I Want To Break Free”, “Fat Bottomed Girls”, “Another One Bites The Dust” e “Crazy Little Thing Called Love”. É revigorante ouvir estes clássicos novamente, interpretados por alguns dos músicos que os criaram e gravaram. Acerca de Rodgers, ele desempenha com competência seu papel, não imitando Freddie Mercury em nenhum momento, o que pode até soar estranho em algumas músicas, mas mostra o respeito que o vocalista mantém pelo eterno ídolo que imortalizou o rock com seu jeito único de ser e se apresentar.
Neste momento ocorre um fato inusitado no DVD: Rodgers sai de cena e várias músicas são executadas com May e Taylor se revezando nos vocais: enquanto Taylor se dá muito bem em “Say It´s Not True”, “Let There Be Drums” (eita batera porreta!), “I´m In Love With My Car”, “These Are The Days of Our Lives” e sua cria “Radio Ga Ga” (ótima execução por sinal), May emociona a platéia com “Love Of My Life”, sozinho no violão (faltava Mercury para lhe complementar), uma versão acústica de “Hammer To Fall” e “Last Horizon”.
Paul volta a cena para a execução de números seus, como “Feel Like Making Love” e “All Right Now”, enquanto que o grupo completo arrasa em “Bohemian Rhapsody”, “I Want it All”, “The Show Must Go On” (mas falta o clima emocionante de Freddie Mercury) e encerram com chave de ouro com o trio “We Will Rock You”, “We Are The Champions” e “God Save the Queen”. De bônus, uma linda versão de “Imagine” (John Lennon), gravada no Hyde Park, em Londres, em memória ás vítimas dos atentados de 7 de julho na capital inglesa.
Uma estrutura suntuoso e com uma ponte que vai até o meio do palco, e um jogo de luzes eficiente completam o grande espetáculo aqui mostrado. Um show forte, firme e coeso, que realmente é digno de levar o nome Queen. Um DVD sem extras, mas com uma apresentação muito convincente.
Fiquei em dúvida se daria ou não a nota máxima para este produto, pois a palavra “oportunista” não saía de minha cabeça (afinal May não conseguiu emplacar nada de relevante em sua carreira solo, apesar de ter lançado o excelente “Another World”, e Taylor nada fez também). Mas tirar o 10 deste produto seria injusto, já que o único elemento que faltou para a perfeição do evento estava assistindo tudo lá de cima: Freddie Mercury.
Site Oficial:www.queenpluspaulrodgers.com
EMI – 2005 (Nacional)
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Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?
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