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As músicas são cheias de efeitos sinfônicos e corais – fato que por vezes, lembrará a banda Therion em seus trabalhos antigos, pela agressividade – como na segunda música Thy Horns Thy Sin. No entanto, os períodos raivosos e riffs matadores são excelência. A bateria é poderosa e os bumbos são como marteladas no ouvido. Os riffs de guitarra, já citados, por serem muito variados, determinam músicas bem diversificadas. Confira a terceira música, Athanati Este, que possui uma palhetada não rara, mas muito empolgante.
Os vocais de Sakis estão diferentes e mais modernos do que no último trabalho, Genesis, de 2002. Há mais efeitos, que tornam as vocalizações mais soturnas e misteriosas. Porém, esta relevância soa estranha, já que é uma mistura tão convincente que ocasionalmente a gente confunde a banda com um estilo de black metal mais cru, ou o gótico bem depressivo e arrastado.
Mas como é tão fácil variar de um total clima de “vou dormir” para um “é hora de quebrar a parede”, Sanctus Diavolos pode se tornar um cd para agradar a vários públicos. Dois momentos especiais dele são Serve in Heaven e Shades of Evil. Vocais estremecedores, bumbo forte e teclados e corais de fundo são capazes de fazer passar mil pensamentos pela cabeça, claro, se ela não estiver sendo movimentada.
A arte gráfica do encarte, assim como da grande maioria da discografia da banda, é bastante soturna. Os representantes do metal grego deram em 2004 um bom presente para os fãs. Fica a critério a aprovação, e posso dizer que meus conceitos sobre a banda estão a caminho de mudar.
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Clóvis Eduardo Cuco é catarinense, jornalista e metaleiro.
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