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Quem gosta de um bom hard rock com toques de Led Zeppelin e Deep Purple, mas torce o nariz para o Whitesnake, por conhecer apenas as baladas melosas - sendo Is this love a mais famosa delas -, tem em "The early years", coletânea da primeira fase da banda de David Coverdale, uma grande oportunidade de mudar de opinião.
Cobrindo o período entre 1978, ano do primeiro álbum, "Snakebite", até 1984, quando a primeira formação se diluiu, após o lançamento de "Slide it in", "The early years" traz uma bela compilação da mistura de hard rock e blues que a banda fazia em seus primórdios, quando contava com Ian Paice (bateria) e John Lord (teclado), ambos do Deep Purple, entre seus integrantes, além dos excelentes guitarristas Bernie Marsden e Micky Moody e do baixista Neil Murray.
A ligação do Whitesnake com o Deep Purple não se resume às participações de Paice e Lord nos primeiros discos. O vocalista e líder David Coverdale, antes de formar a banda, substituiu Ian Gillan nos vocais do Deep Purple, onde estreou de cara com o clássico "Burn", de 1974. Outros três discos depois, entre eles o ao vivo "Made in Europe" (1976), os "dinossauros" encerraram atividade pela primeira vez.
Fora do Deep Purple, Coverdale passou um ano como artista solo até o lançamento de "Snakebite", primeiro da discografia do Whitesnake, mas que, na verdade, tem várias músicas apenas do vocalista. A melhor delas, na verdade o primeiro hit da banda, "Ain't No Love in the Heart of the City", aparece numa versão "ao vivo" na coletânea "The early years", ao lado de clássicos como "Here I go again" e "Fool for your loving", além de outras não tão conhecidas, como as ótimas "Walking in the shadow of the blues", "Would I lie to you" e "Wine, women an' song".
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Raphael Crespo é jornalista, carioca, tem 25 anos, e sempre trabalhou na área esportiva, com passagens pelo jornal LANCE! e pelo LANCENET!. Atualmente, é editor de esportes do JB Online, mas seu gosto por heavy metal o levou a colaborar com a seção de musicalidade do site do Jornal do Brasil, com críticas de CDs e algumas matérias especiais, que também estão reunidas em seu blog (http://www.reviews.blogger.com.br). Sua preferência é pelo thrash metal oitentista, mas qualquer coisa em termos de som pesado é só levantar na área que ele mata no peito e chuta. Gosta também de outros tipos de som, como MPB, jazz e blues, mas só se atreve a escrever sobre o que conhece melhor: o metal.
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