O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

Antes de mais nada, um aviso: gostar de Dream Theater não é para qualquer um. Formada em Nova York, no final da década de 80, a banda é conhecida pelo virtuosimo de seus integrantes e pelas músicas longas, progressivas, cheias de nuances e melodias extremamente elaboradas. Seria algo como o dinossauro canadense Rush, só que mais pesado. É preciso ter estômago e muita paciência para ouvir músicas de até 14 minutos. Mas, os que gostam sabem que trata-se de uma das maiores e mais fantásticas bandas do metal progressivo em todos os tempos.
Em Train of Thought, mais recente álbum de estúdio, o Dream Theater aparece mais pesado que nunca, mas nem um pouco direto, como é o costume do grupo. Em quase 70 minutos de CD, apenas sete músicas foram gravadas. Algo para fazer o consumidor se sentir enganado e pedir seu dinheiro de volta? Não! Novamente, gostar da banda não é para qualquer um. É preciso ter estômago. E os que têm e são fãs antigos, certamente vão se deliciar com este trabalho, apesar de claras influências, em alguns momentos, do famigerado new metal, que, no entanto, ficam longe de comprometer.
No megalômano e ótimo duplo de estúdio Six Degrees of Inner Turbulence (2002), álbum anterior, a banda já incorporou diferentes influências em seu som, principalmente no primeiro dos CDs, enquanto o segundo trazia oito divisões da faixa-título, num estilo mais do Dream Theater antigo. O novo Train of Thoug é uma mistura dos novos elementos com o som que a banda fazia na época de álbuns como Images & Words (1992) e Awake (1994).
As I am é a belíssima faixa de abertura, com um riff maravilhoso do guitarrista John Petrucci, sem dúvida um dos melhores do mundo, e a sempre perfeita cozinha do baixista John Myung e do baterista Mike Portnoy, que, apesar da repetição, deve-se dizer, também é um dos maiores em seu instrumento. O refrão é cantado de forma magistral pelo vocalista James LaBrie.
This Dying Soul, em que o tecladista Jordan Rudness despeja seu talento, dá início à sequência de faixas com dez ou mais minutos, quebrada apenas pela baladinha Vacant, quinta música, com menos de três minutos, que vem depois de Honor thy father, a melhor do álbum, e abre caminho para Stream of consciousness, longa e pesada instrumental, uma tradição nos álbuns do Dream Theater, quando a banda mostra todo o seu virtuosismo. O CD termina com a épica In the name of God, que, apesar de 14 minutos, deixa um gosto de quero mais.
Todas as matérias da seção Resenhas de CDs
Todas as matérias sobre Dream Theater
Os comentários são postados usando scripts do FACEBOOK e logins do FACEBOOK, HOTMAIL, AOL ou YAHOO, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de exclusiva e integral autoria e responsabilidade dos usuários que fizeram uso deste sistema (citados na assinatura de cada comentário). Caso você considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato. Os responsáveis pelo site podem excluir comentários que julgarem inadequados e fornecer informações sobre os comentários a reclamantes se solicitados.
Raphael Crespo é jornalista, carioca, tem 25 anos, e sempre trabalhou na área esportiva, com passagens pelo jornal LANCE! e pelo LANCENET!. Atualmente, é editor de esportes do JB Online, mas seu gosto por heavy metal o levou a colaborar com a seção de musicalidade do site do Jornal do Brasil, com críticas de CDs e algumas matérias especiais, que também estão reunidas em seu blog (http://www.reviews.blogger.com.br). Sua preferência é pelo thrash metal oitentista, mas qualquer coisa em termos de som pesado é só levantar na área que ele mata no peito e chuta. Gosta também de outros tipos de som, como MPB, jazz e blues, mas só se atreve a escrever sobre o que conhece melhor: o metal.
Mais matérias de Raphael Crespo no Whiplash.Net.
QUEM SOMOS | RSS | FACEBOOK | TWITTER | NEWSLETTER | APPS | ANUNCIAR | ENVIAR MATERIAL | FALE CONOSCO
Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria. Os textos não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será retirado do site.
Em abril de 2012 Whiplash.Net teve 1.078.971 visitantes únicos, 2.974.068 visitas e 10.616.661 pageviews. Ver stats.