Nota: 9 








O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

Depois das várias mudanças de nomes (Bulldozer, Dragster, Dragster S.A. e finalmente Mad Dragzter), da boa repercussão da demo New Times, chegou a hora do superestimado debut.
Com certeza vocês já devem ter ouvido falar nesses caras nos últimos meses. O Mad Dragzter vem fazendo muito barulho na mídia especializada, resultado de um suado e profissional trabalho de marketing e um ótimo álbum de estréia.
O vocal é grave e agressivo, nada de engraçadinho, lembrando os mestres Paul Baloff e Tom Araya, os timbres de guitarra acompanham o legado, encorpado e pronto para quebrar pescoços, sem a "doçura" que estraga outras bandas.
Se não chegam a ganhar o título de "riff machine", passam perto. Temos solos e riffs em profusão, que além de muitos, soam ótimos, técnicos e polivalentes.
Fazer thrash metal de qualidade não é fácil, e fazê-lo com competência e criatividade é mais difícil ainda, e nisso a banda se sai muito bem. O entrosamento e poder de fogo dos integrantes saltam aos ouvidos. Destacar qualquer um seria fácil, mas é melhor prestar atenção no papel individual de cada músico executado com perfeição durante o álbum.
A influência de progressivo e heavy tradicional fica mais fácil de perceber nas faixas mais longas e/ou variadas, como New Times, Sordid Planet e 402.
Paixão, técnica, criatividade, bom gosto e uma pegada matadora exalam dos músicos e são refletidas nas músicas (pegue como melhor exemplo a instrumental 7 Years), o que não é pouco em tempos que artificialidade e cópias dominam.
Destroying My Life, Lost, Unknown, Raging City e Mad Dragzter(que deve dinamitar qualquer casa de shows) são puro thrash metal, com a melhor qualidade possível, produto de quem entende do assunto e sabe onde quer chegar.
A produção está nítida e perfeita, provando que é possível fazer trabalhos dessa qualidade em solo brasileiro, outra coisa bem acertada e definida é a ordem das músicas no cd – contribuindo para que os mais de 70 minutos do álbum passem agradavelmente, detalhes importantes que muitas vezes passam despercebidos.
Uma nova e forte cena de thrash metal desponta no Brasil. Andralls, Flashover e agora o Mad Dragzter são alguns desses representantes. Seria muita ambição vislumbrar uma influência brasileira para que o estilo viesse a estourar novamente em todo o mundo? Penso que não, se aconteceu com o death brutal, porque não deveria ocorrer o mesmo com o thrash?
É apoiar, valorizar e divulgar. Parabéns não só ao Mad Dragzter, mas a todos que lutam para que a bandeira brasileira fique hasteada firmemente no topo do heavy metal mundial.
Formação:
Tiago Torres (Vocal, Guitarra)
Gabriel Spazziani (Guitarra)
Armando Benedetti (Baixo)
Evandro Júnior (Bateria)
Site Oficial: http://www.maddragzter.com.br
Track List:
01 – Break Down
02 – Lost
03 – Strong Mind
04 – The Chase
05 – Day Of Sadness
06 – New Times
07 – Destroying My Life
08 – 402
09 – Unknown
10 – Sordid Planet
11 – Love Us or Hate Us
12 – Raging City
13 – 7 Years
14 – Mad Dragzter
Tempo Total: 71:17 min.
Todas as matérias da seção Resenhas de CDs
Todas as matérias sobre Mad Dragzter
Os comentários são postados usando scripts do FACEBOOK e logins do FACEBOOK, HOTMAIL, AOL ou YAHOO, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de exclusiva e integral autoria e responsabilidade dos usuários que fizeram uso deste sistema (citados na assinatura de cada comentário). Caso você considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato. Os responsáveis pelo site podem excluir comentários que julgarem inadequados e fornecer informações sobre os comentários a reclamantes se solicitados.
Maurício G. Angelo odeia definições. Acha que não entende nada de música, mas o suficiente. Pseudo-jornalista, pseudo-crítico e pseudo-escritor. Não gosta de explicar ironia. Escreve no Whiplash! desde 2003. Colaborou para uma série de veículos, como a revista Roadie Crew e os sites Rock Press, Duplipensar e Simplicíssimo. Ouve tudo aquilo que lhe interesse: do blues ao metal extremo, passando pelo pop, progressivo, clássico, jazz, eletrônico e MPB. Peca pelo tesão, nunca pela inércia. Alfabetizado, chato, detalhista e exigente: está continuamente tentando aprender a ler, e tem orgulho disso. Passou bons momentos ao lado de Rubem Braga, George Orwell, Pink Floyd e tantos outros. É apaixonado por palavras, pelo som e pelo silêncio. Erra muito. Muda mais ainda. E se permite ser hiperbólico, às vezes.
Mais matérias de Maurício Gomes Angelo no Whiplash.Net.
QUEM SOMOS | RSS | FACEBOOK | TWITTER | NEWSLETTER | APPS | ANUNCIAR | ENVIAR MATERIAL | FALE CONOSCO
Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria. Os textos não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será retirado do site.
Em abril de 2012 Whiplash.Net teve 1.078.971 visitantes únicos, 2.974.068 visitas e 10.616.661 pageviews. Ver stats.