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O new metal é um estilo que não agrada aos fãs mais ortodoxos de heavy metal. Mesmo assim, o Korn, que praticamente deu início à onda, por esse motivo, merece (será?) um certo crédito. Misturando influências diversas das várias vertentes do som pesado surgidas no início dos anos 90, principalmente a do funk-metal e do industrial, a banda saiu da pequena Bakersfield, na Califórnia (EUA), e virou gigante - com mais de 20 milhões de cópias vendidas pelo mundo - e agora lança seu sexto disco, Take a Look In The Mirror.
O lançamento, que chega ao mercado apenas um ano depois do anterior (Untouchables), traz um Korn mais pesado, gutural e agressivo. O disco tem seus bons momentos e algumas músicas se destacam, como a faixa de abertura Right Now, além de Couting On Me, Did My Time e Alive.
Mas, no fim das contas, a afinação grave das guitarras e o baixo num volume altíssimo acabam causando um certo incomodo e tornando tudo muito igual, como costuma acontecer com o estilo. A faixa Play Me conta com a participação do rapper Nas, lembrando um pouco o enjoado Limp Bizkit.
Além do peso nas guitarras, Take a Look In The Mirror traz um Johnathan Davis mais versátil nos vocais, apesar de cada vez mais parecido com Rob Zombie (ex-White Zombie). As músicas seguem aquele estilo pula-pula já conhecido do new metal, típico para fazer a platéia quicar na pista da primeira à última música.
O disco termina com Y'all Want a Single, com uma levada bem funk, mas, ainda assim, bem pesada, e When Will This End. Escondida depois dessa faixa, uma música ao vivo aparece como surpresa: um cover de One, do Metallica, tocada num especial da MTV. Longe de ser tão boa quanto a original, apenas razoável. Adjetivo, aliás, totalmente aplicável ao Korn.
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Raphael Crespo é jornalista, carioca, tem 25 anos, e sempre trabalhou na área esportiva, com passagens pelo jornal LANCE! e pelo LANCENET!. Atualmente, é editor de esportes do JB Online, mas seu gosto por heavy metal o levou a colaborar com a seção de musicalidade do site do Jornal do Brasil, com críticas de CDs e algumas matérias especiais, que também estão reunidas em seu blog (http://www.reviews.blogger.com.br). Sua preferência é pelo thrash metal oitentista, mas qualquer coisa em termos de som pesado é só levantar na área que ele mata no peito e chuta. Gosta também de outros tipos de som, como MPB, jazz e blues, mas só se atreve a escrever sobre o que conhece melhor: o metal.
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