Nota: 10 









O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

Aí está a definição perfeita do som do Rhapsody. Eu não conseguiria ser mais sucinto que um dicionário. O som destes italianos tem esta característica fundamental: ele é épico.
Após ter dividido a história do heavy metal melódico com seu “debut” “Legendary Tales”, de 1997, o Rhapsody instantaneamente ganhou a atenção do mundo metálico. Toda a imprensa mundial foi unânime em reconhecer o talento, a inovação e a capacidade destes homens. Uma nova saga, um novo mundo foi iniciado. As “Algalord Chronicles” tomavam continuação na forma de “Symphony of Enchanted Lands”.
Apadrinhados desde o inicio pelo “midas” do metal mundial, Sascha Paeth, não precisamos tecer nenhum comentário a respeito da magnífica e soberba produção. Apoiados por uma equipe de mais de trinta músicos (instrumentistas de verdade) e se valendo de todos os instrumentos imagináveis, como viola de gamba e balalaicas, tem-se uma noção da grandiosidade do espetáculo. Fabio Lione consegue te deixar triste, feliz, emocionado, tocado, em prantos e o que mais ele quiser com sua indescritível interpretação. Luca Turilli, alçado ao posto de um dos melhores guitarristas do mundo, demonstra o por quê de tal prestígio. Criatividade, genialidade e técnica estupenda começam a explicar o que suas mãos são capazes de fazer. Alex Staropoli, junto com Turilli, criam os mais belos arranjos e interlúdios clássicos que o mundo já viu, além de partes orquestradas dignas do Olimpo. Alex Holzwarth completa o time com maestria: preciso, técnico, veloz e competente. Este grupo nos deixa em completo estado de êxtase.
Os destaques do álbum ficam por conta de “Emerald Sword” (o primeiro e cativante single), “Wisdom of The Kings” (com um refrão maravilhoso), a intensa “Beyond The Gates of Infinity” e a típica balada “rhapsodyana” “Wings of Destiny”.
E a faixa título, ah! A faixa título, que música meu amigo, que música! Treze minutos de perfeição. Uma audição que provoca e desperta todos seus sentimentos e emoções, uma viagem a tudo o que a música pode despertar. Completa e tocante, profunda e reveladora. Sem dúvidas, o ápice do álbum.
“Symphony of Enchanted Lands” é a continuação mais do que perfeita para “Legendary Tales”. Quem gostou vai passar a amar, e quem odiou não deveria nem estar lendo esta resenha. Nenhum erro, nenhum deslize. Se existe a perfeição musical a ser alcançada dentro de um estilo, é esta aqui.
Eu não poderia terminar este review de uma maneira melhor do que esta:
"Go, mighty warrior... The kings of enchanted lands are awaiting your
victory! Ride on the wings of wisdom, ride beyond the middle valleys to
defeat the master of chaos in the name of cosmoc justice. Peace and love
forever!"
Esta é uma matéria antiga do site Whiplash.Net. Quer saber por que destacamos matérias antigas?
Todas as matérias da seção Resenhas de CDs
Todas as matérias sobre Rhapsody
Os comentários são postados usando scripts do FACEBOOK e logins do FACEBOOK, HOTMAIL, AOL ou YAHOO, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de exclusiva e integral autoria e responsabilidade dos usuários que fizeram uso deste sistema (citados na assinatura de cada comentário). Caso você considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato. Os responsáveis pelo site podem excluir comentários que julgarem inadequados e fornecer informações sobre os comentários a reclamantes se solicitados.
Maurício G. Angelo odeia definições. Acha que não entende nada de música, mas o suficiente. Pseudo-jornalista, pseudo-crítico e pseudo-escritor. Não gosta de explicar ironia. Escreve no Whiplash! desde 2003. Colaborou para uma série de veículos, como a revista Roadie Crew e os sites Rock Press, Duplipensar e Simplicíssimo. Ouve tudo aquilo que lhe interesse: do blues ao metal extremo, passando pelo pop, progressivo, clássico, jazz, eletrônico e MPB. Peca pelo tesão, nunca pela inércia. Alfabetizado, chato, detalhista e exigente: está continuamente tentando aprender a ler, e tem orgulho disso. Passou bons momentos ao lado de Rubem Braga, George Orwell, Pink Floyd e tantos outros. É apaixonado por palavras, pelo som e pelo silêncio. Erra muito. Muda mais ainda. E se permite ser hiperbólico, às vezes.
Mais matérias de Maurício Gomes Angelo no Whiplash.Net.
QUEM SOMOS | RSS | FACEBOOK | TWITTER | NEWSLETTER | APPS | ANUNCIAR | ENVIAR MATERIAL | FALE CONOSCO
Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria. Os textos não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será retirado do site.
Em abril de 2012 Whiplash.Net teve 1.078.971 visitantes únicos, 2.974.068 visitas e 10.616.661 pageviews. Ver stats.