Nota: 8 







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O resultado ficou bem interessante. Ao invés de citar apenas as melhores, vamos a um faixa-a-faixa do cd. Afinal, é no mínimo inusitado ver músicos que se dedicam ao heavy/hard rock prestarem tributo ao maior (ou um dos maiores) nomes do progressivo.
1 – “Shine On You Crazy Diamond” - um clássico logo de cara… e uma boa versão. A guitarra e os vocais de Steve Lukather (Toto) casam bem com o baixo de Marco Mendonza e a bateria de Vinnie Colaiuta. O segredo desta faixa foi basicamente seguir a estrutura do original, sem mudanças significativas.
2 – “Money” – Os vocais de Tommy Shaw soam muito como Roger Waters, assim como as guitarras de Richie Kotzen se encaixam bem, numa boa interpretação, bem fiel a original.
3 – “Confortably Numb” – Billy Sherwood e Cris Squire procuram seguir bem os passos de David Guilmour e Roger Waters, fazendo uma versão emocionante, com a bateria de Alan White. Vale pela beleza da música e pelo esforço do trio.
4 – “Welcome to the Machine” – Os teclados de Derek Sherinian dão o toque inicial, bem fiel ao original. O único senão fica pelos vocais de Doug Pinnick (King’s X), que não conseguem transmitir dramaticidade na faixa.
5 – “Have a Cigar” – Os irmãos Kulick (Bob e Bruce) arrebentam nas guitarras, com destaque para o vocal de Bob Kimball e a bateria de Greg Bissonette, que conferem a esta versão uma emocionante homenagem a obra do Pink Floyd. Um dos destaques.
6 – “Us and Them” – Jeff Scott Soto na faixa é qualidade na certa. Auxiliado por Pat Torpey (ex-Mr Big), Soto exibe sua habilidade com vocais suaves, que lembram o timbre floydiano e exprimem muita emoção. Bela faixa!! Com um belo Sax, cortesia de Scotty Page.
7 – “Run Like Hell” – O baixo de Tony Franklin dá início a esta boa faixa. Mas a guitarra de Dweezil Zappa não se encaixa bem aos riffs de David Gilmour, deixando a faixa um tanto quanto burocrática. Os vocais são de Jason Scheff, que faz um trabalho razoável.
8 – “Any Colour You Like” – Um bom instrumental do Floyd, aproveitado por um time competente, com Robben Ford nas guitarras, Tony Franklin no Baixo, Aynsley Dunbar na bateria e Steve Porcaro nos teclados. O quarteto esbanja competência, mas apenas segue o ritmo da música original.
9 – “Breathe (In the Air)” – O competente Robin McAuley não consegue se sair bem nesta faixa. Sua voz afinada não soa tão boa como o Floyd faria. Mas a bateria de Eric Singer e a guitarra de Jeff Baxter ajudam a tornar esta homenagem agradável aos ouvidos.
10 – “Young Lust” – The Voice of Rock!! Gleen Hughes esbanja seu talento, dando uma cara nova (algo raro) a esta bela música do Floyd. Com sua formação mais “soul”, Gleen dá nova interpretação aos vocais, se saindo muito bem. Completam o time Elliot Easton nas guitarras, Tony Franklin no baixo e Anysley Dunbar na bateria. A melhor, sem dúvida.
11 – “Another Brick in The Wall Part 2” – O clássico mais famoso do Floyd e o maior fiasco do cd. Os vocais de Fee Waybill, auxiliados por David Glen Eisley e Alex Ligertwood, não soam bem, e a faixa ficou realmente muito fraca, mesmo com a magistral guitarra de Ronnie Montrose.
Um tributo que tem altos e baixos. A maioria das músicas soa bem por não querer mudar o que já está feito, apenas se limitando a repetir os originais de Waters e cia. Mais uma vez Bob solta um bom tributo, e ousado. Porque, se “coverizar” o Floyd já é complicado, fazer um tributo ao mesmo é ainda mais difícil. Vale conferir.
Material Cedido Por:
Hellion Records.
http://www.hellionrecords.com.br
São Paulo (SP)
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Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?
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