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Resenha - Rebirth - Angra

Nota: 9

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

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Mudança de formação é sempre uma situação difícil para qualquer banda. Quando essa mudança envolve a troca de vocalista a coisa pode ser traumática em alguns casos. Felizmente os fãs do Angra podem ficar tranqüilos, a banda superou esse obstáculo com tranqüilidade. Os novos integrantes são tão talentosos quanto seus antecessores, fazendo do Angra um conjunto bastante coeso.

Um dos destaques de “Rebirth” sem dúvida alguma é a voz do Eduardo Falaschi – como canta esse cara! –. Seu estilo vocal está fiel ao consagrado por André Matos no Angra, porém, Edu mostra que tem personalidade, usando quase todos os recursos de sua voz – faltou a agressividade, como em algumas músicas do Symbols. Na faixa "Millennium Sun", podem ser notadas duas influências do vocalista. Logo na introdução com piano ele lembra o grande Freddie Mercury; ainda na mesma canção, nos remete a James Labrie, do Dream Theater.

Vale ressaltar o trabalho do baterista Aquiles Priester, um monstro nos dois bumbos. Ele é um daqueles músicos que conseguem deixar sua marca numa canção. Aquiles e Felipe Andreoli formam a “cozinha” perfeita para as novas composições da banda, entretanto, o baixista parece um pouco contido; todos sabem que ele é capaz de se sobressair no seu modo de tocar.

Os membros remanescentes do Angra, os guitarristas Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt, lavaram a alma com “Rebirth” e devem estar sorrindo a toa, porque conseguiram nesse álbum, exorcizar os momentos difíceis pelos quais passaram com o racha sofrido no conjunto. Os dois guitarristas mostram maturidade em suas composições, mesclando peso, harmonia, técnica, melodia e virtuosismo necessários a uma banda com o status atingindo pelo o Angra.

Eles não se arriscaram. Preferiram manter o estilo voltado ao início de carreira, o que parece ter sido a decisão correta. Apesar disso, influências do Blind Guardian e Rhapsody são evidentes no modo como os corais e teclados foram usados em algumas canções. Influências da música brasileira(Maracatu), como uma forma de buscar destaque no mercado internacional também são sentidas de forma agradável na faixa “Unholy Wars”.

Como destaque podem ser citadas as músicas “Heroes Of the Sand”, “Running Alone”, “Nova Era”, “Rebirth” e “Acid Rain”, mas é visível no álbum todo a qualidade musical dos integrantes do Angra.

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Sobre Fábio Faria

"Maidenmaníaco" convicto, nascido em 1973, passou a escutar Rock com 10 anos de idade. Primeiro disco adquirido foi "Destroyer" do Kiss. Logo depois conheceu o álbum "Killers" do Iron Maiden, e a identificação foi instantânea. Curte todos os estilos e sub-estilos do Rock e do Metal. Sem preconceito, escuta desde Black Sabbath, Yes, Janis Joplin, Slayer, In Flames, Sex Pistols até Dream Theater, U2, Blind Guardian, Slipknot, Carcass, etc. Bandas favoritas: Iron Maiden e Beatles.

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